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Vacinação dos profissionais da Segurança Pública inicia nesta quinta-feira (08)

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Em torno de 22 mil profissionais da carreira da Segurança Pública devem ser vacinados em Mato Grosso

Os profissionais da Segurança Pública começam a receber as primeiras 3.200 doses da vacina contra a Covid-19 na quinta-feira (08.04). Serão contemplados os servidores que estão na linha de frente e o critério será dos mais antigos ao mais jovem que estão na ativa. 

“Mato Grosso está seguindo a tendência de outros estados em priorizar os servidores da Segurança Pública, por ser um serviço essencial que não parou. São Paulo, Amapá, Maranhão e Distrito Federal, Piauí, Minas Gerais e Rio Grande do Sul começaram a imunizar esses trabalhadores nesta semana”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.     

Em Cuiabá, a vacinação será no Senai, localizado na Avenida 15 de Novembro, das 9h às 18h. A previsão é vacinar 800 na quinta e 801 na sexta-feira (09.04). Ao todo, são 1.601 doses em Cuiabá e 182 doses aos profissionais de Várzea Grande. Na Cidade Industrial, o local de vacinação será ou no Fiotão ou na Univag. 

O local foi cedido pelo presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Gustavo Oliveira, como forma de contribuir para aceleração da vacina no Estado. “Precisamos aproveitar toda e qualquer possibilidade de acelerar o processo de imunização da população, pois o único caminho para sairmos desta pandemia é por meio da vacinação de todos. Por isso o Sesi se dispôs prontamente a apoiar a Sesp, afinal todos os profissionais que não podem parar têm que ter prioridade, como é o caso da segurança e da educação, por exemplo.

Na capital, quem vai realizar a aplicação das doses são os profissionais da saúde da própria segurança, sob orientação e capacitação da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. 

As demais doses serão encaminhadas para o interior. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) deve publicar uma resolução de pactuação com as Secretarias Municipais de Saúde com as orientações sobre a vacinação aos profissionais da Segurança Pública. A dose e a lista com os nomes serão encaminhadas aos municípios. 

Serão contemplados servidores lotados no Sistema Penitenciário, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Detran, Corpo de Bombeiros, Politec, Fundação Nova Chance, Socioeducativo, além das forças federais como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e as Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica. 

Os servidores que atuam na área meio dentro da Segurança Pública – gestores governamentais, técnicos e analistas de desenvolvimento econômico e social, cargos comissionados – não serão contemplados com a vacinação. 

Como se dará a vacinação?

A lista com os nomes dos servidores já foi encaminhada para as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande. Cada unidade setorial de gestão de pessoas ficará responsável de notificar os servidores informando que será contemplado com a vacina. 

Em seguida, os servidores precisam fazer pré-cadastro no site prefeituras, com o Cartão SUS atualizado, além dos dados pessoais. 

Assim que o município agendar a vacinação, informando a hora e o local, ele deve assinar o documento e entregar para a chefia imediata referendar, garantindo que haja respeito na fila da vacinação. 

Em torno de 22 mil profissionais da carreira da Segurança Pública devem ser vacinados em Mato Grosso.  

Vacinação na segurança

O governador Mauro Mendes conseguiu a aprovação, junto ao Ministério Público Estadual e ao Conselho dos Secretários Municipais de Saúde, para aumentar o percentual a ser disponibilizado para a vacinação das Forças de Segurança de Mato Grosso. 

Em todos os lotes de vacina que vierem para Mato Grosso, 5% das doses para a imunização dos profissionais das Forças de Segurança.

Na última remessa de vacina, feita pelo Governo Federal, foi disponibilizado para Mato Grosso 896 doses para aplicar o imunizante nos integrantes da Força de Segurança no Estado.

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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