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Governador Mauro Mendes: “Precisamos que cada um faça a sua parte”

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Mauro Mendes fez balanço das ações do Governo na pandemia e pediu colaboração da população

Da Redação

Em entrevista à rádio CBN Cuiabá, nesta terça-feira (06.04), o governador Mauro Mendes fez um balanço das ações do Governo do Estado durante a pandemia e pediu o apoio da população no reforço às medidas de distanciamento social.

Mauro Mendes citou que o Governo de Mato Grosso, em pouco mais de um ano, abriu e mantém o custeio de 585 UTIs para tratar casos de covid-19, espalhadas em todas as regiões do Estado, parte delas em parceria com algumas prefeituras.

“Tínhamos em Mato Grosso, em março do ano passado, 127 UTIs normais para atender as comorbidades e doenças. Hoje já em abril de 2021 chegamos a 585 UTIs para covid abertas pelo Governo do Estado e algumas delas em parceria com prefeitos”, relatou.

Conforme o governador, cada leito de UTI para covid-19 possui despesa diária de R$ 2 mil. A maior parte dos leitos existentes são bancados de forma integral pelo Governo do Estado, e outros possuem cofinanciamento do Governo Federal.

“Se abre 10 UTIs, são R$ 20 mil por dia. 30 dias são R$ 600 mil por cada conjunto de 10 UTIs. E custeamos 585 UTIs. Uma parte desse recurso vem do Governo Federal, ou deveria vir. O ano passado veio, esse ano cortou, não habilitou. Mas o Governo fez um decreto dizendo que os prefeitos podem abrir UTIs, que se o Governo Federal não pagar, o Governo do Estado paga. E estamos pagando para as prefeituras, para os contratados”, mencionou.

Apesar de a atenção básica ser de responsabilidade das prefeituras, o governador registrou que o Governo de Mato Grosso tem feito grandes esforços para auxiliar nessa tarefa, a exemplo da abertura do Centro de Triagem Covid-19 na Arena Pantanal.

“Compramos 600 mil testes e distribuímos para os 141 municípios. A Arena Pantanal está atendendo cerca de 1 mil pessoas por dia, chegando a 140 mil atendimentos. E todo mundo sabe que esse serviço de atendimento, de consulta, deveria ser feito na atenção básica. Mas ao invés de criticar quem não fez, o Governo foi lá e fez. E estamos comprando mais 500 mil testes para entregar aos municípios, que devem chegar em breve. 50 mil já chegaram. Para melhorar a testagem, identificar a pessoa que está com o vírus, para ela não continuar transmitindo”, elencou, ao lembrar que o Governo também se dispôs a dar auxílio financeiro às prefeituras que abrirem seus próprios centros de triagem.

O governador ainda lembrou da recente compra de 1,2 milhão de doses da vacina Sputnik V e pediu que a população reforce as medidas de distanciamento enquanto não houver a imunização de toda a população.

“Muita gente circulando resulta em muito vírus circulando, muita gente se contaminando, sendo internada e morrendo. Isso dói muito. Conheço muitos amigos, pessoas próximas que já perderam a vida. Famílias inteiras, pai, mãe, filhos perdendo a vida. Nós não vamos descansar e vamos continuar fazendo tudo o que é necessário. Mas peço para a população: faça a sua parte. Porque o Governo está no limite. Falta médicos intensivistas para tocar as UTIs, porque o Brasil está batendo recorde em cima de recorde de mortes. As pessoas precisam fazer a sua parte para salvar a sua vida e a vida da sua família. Praticar o distanciamento, usar máscara e evitar aglomeração a todo custo”, concluiu. 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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