Mato Grosso

Presidente da ALMT quer que Estado agilize urgentemente pensão dos militares vítimas da covid

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Mato Grosso

Da Redação

Segundo alegação dos sindicatos da categoria aos integrantes da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de MT, a burocracia para que os processos de pagamento de pensão tenham celeridade está trazendo transtornos até de ordem alimentar aos dependentes dos militares vitimados pela covid-19 

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), em audiência ontem (5) com o governador do Estado, Mauro Mendes, expôs sua preocupação no tocante às dificuldades que os dependentes dos militares vitimados pela covid-19 têm enfrentado para garantir sua subsistência. Russi defende que haja maior celeridade nos processos de liberação dos recursos, hoje sob impasses burocráticos. 

“Estamos diante de uma situação que exige soluções imediatas, não a manutenção de exigências que travam o acesso dessas famílias aos recursos de pensão a que têm direito. Expus isso ao governador Mauro Mendes, salientando ser essa uma realidade já levantada pelos representantes sindicais da área de Segurança Pública do Estado. Há uma legião de dependentes dos militares vitimados pela pandemia que precisa de ajuda, e é urgente que encaminhamentos resolutivos sejam feitos. Quem tem fome tem pressa!”, sublinhou o presidente do Parlamento Estadual.

O governador prometeu verificar essa pendência em busca de uma solução satisfatória o mais breve possível, segundo Max Russi. “Ele {Mauro Mendes} me garantiu que envidará esforços para resolver essa situação, pois o foco de sua gestão é justamente fortalecer a área social de Mato Grosso, bastante fragilizada pela pandemia. Foi uma audiência positiva, e deixei o gabinete confiante de que medidas serão ultimadas para que as famílias dos honrosos militares não fiquem desamparadas. Muitas já não têm alimentos em casa, e as contas (água, luz, aluguel, etc…) não param de chegar. É até uma questão de humanidade priorizar a solução desse problema”, frisou.

Após as tratativas, o governador ainda garantiu que, além de se debruçar para que esse impasse da pensão ainda retida seja resolvido emergencialmente, a fim de atender às famílias dos militares, 3.200 profissionais das forças de Segurança Pública e Salvamento do Estado vão receber a vacina contra covid-19, imunização que representa 5% de cada lote disponível. 

Conforme pontos elencados num documento encaminhado a Max Russi pelas lideranças sindicais da Segurança Pública, os familiares, em sua maioria, não possuem nenhuma outra fonte de renda. “As viúvas ficaram desamparadas por completo, e é fundamental que a pensão seja liberada. Muitas têm crianças e pessoas idosas sob seus cuidados, e sem nenhum recurso fica difícil tocar a vida. Então, a burocracia, a meu ver, não pode se sublinhar como imperativo nesse instante em que o país inteiro está fragilizado ao extremo pelos efeitos da pandemia. E quem perdeu o único provedor do lar, está simplesmente desesperado”.

Entenda o caso…

Max Russi externou que, no caso em questão, não cabe protelar a liberação da pensão com base nos prazos normais antes vigentes, cerca de 90 dias. “Imagine uma família sem um centavo durante todo esse tempo! Enquanto isso, as crianças precisam de tudo: alimento, fraldas, roupinhas. E os sindicatos, entidades aos quais recorrem, não têm condições de resolver isso. A mesma realidade de penúria que acontece hoje em muitos lares dos militares vítimas dessa covid-19 vale para os idosos que eles cuidavam, alguns portadores de necessidades especiais. Como seus familiares vão sequenciar tal apoio social sem recursos disponíveis? Sem falar que eles próprios também precisam comer, se vestir…” 

Conforme o dirigente do Legislativo, “desburocratizar é a palavra de ordem que deveria estar vigorando desde o início dessa pandemia”. *{O benefício previdenciário concedido aos dependentes de servidor falecido é previsto nos dispositivos Lei Complementar n° 555/2014, conforme o MT-Prev. No entanto, parte da documentação solicitada ao familiar leva longo tempo para uma apuração, como, por exemplo, a vida funcional atualizada do ex-servidor.}

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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