Mato Grosso
Primeira-dama elabora o “Vacina Solidária” para incentivar a doação de alimentos às famílias carentes
Mato Grosso
Doação não está vinculada à aplicação da vacina contra a Covid-19
“Vivemos um momento muito difícil e toda ajuda faz uma grande diferença”. A afirmação é da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, ao lançar a campanha “Vacina Solidária”.
De acordo com a primeira-dama, a iniciativa é premente considerando a pandemia e a situação dramática vivenciada por muitas famílias. Ela explica que a colaboração individual será traduzida no bem coletivo. Pondera que somente nessa semana de vacinação cerca de 3 mil idosos devem fazer a imunização.
“O intuito é aproveitar o deslocamento das pessoas, com total segurança, para promover a ação solidária de doação de alimentos, que visa contribuir ainda mais com as famílias em maior situação de vulnerabilidade da cidade, ampliando o auxílio já prestado pela rede de proteção social do município”, explica.
A Campanha Vacina Solidária consiste em arrecadar alimentos não perecíveis, de forma voluntária no polo montado no Centro de Eventos Pantanal, onde é realizada a aplicação da vacina contra o Coronavírus. A doação não é obrigatória, pois a ação humanitária é mais um incentivo para auxiliar as pessoas necessitadas.
“Neste momento em que muitas famílias estão necessitando de auxílio, esperamos contar com a solidariedade de cada um. A doação do alimento não é pré-requisito para se tomar a vacina, mas é um ato de solidariedade muito importante no atual momento que estamos passando, sobretudo, diante das medidas mais restritivas. É preciso unirmos forças para levar esperança e alimento a quem mais precisa”, afirma.
Ela frisa que a doação é voluntária, ou seja, é apenas uma sugestão para quem irá ser imunizado e quiser contribuir. Quem não puder doar, não terá nenhum prejuízo quanto à vacinação.
Doação
Podem ser doados alimentos não perecíveis, dentro do prazo de validade para garantir o período de entrega as famílias para bom uso dos produtos. Alimentos como arroz, feijão, óleo, macarrão, farinha, leite em pó, café, entre outros, são os mais essenciais.
Por Júlia Milhomem Batista
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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