Mato Grosso

ALMT contesta vacinação de presos antes de servidores da segurança pública

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 priorizou a imunização da população carcerária antes dos integrantes da segurança pública, o que teria gerado desconfortos para a categoria. Em Mato Grosso não foi diferente, com várias contestações por parte de políticos e entidades representantes do sistema carcerário. Os deputados não aceitam que presos sejam vacinados antes dos servidores dessa área. Os argumentos parlamentares têm por base o grande número de agentes infectados, cerca de dois mil profissionais ativos, o que já gerou 21 óbitos.

Para os deputados estaduais Delegado Claudinei, do PSL, e Dr. Leonardo, do SD, é imprescindível que essa categoria seja priorizada, a fim de manter os serviços prestados à sociedade desde o início da pandemia. “As forças de segurança pública se expõem à Covid-19 e a outros perigos diariamente. É uma inversão de valores vacinar primeiro quem está pagando por um crime e deixar as forças de segurança que nos protegem do crime, para depois. Por isso, solicitei ao Ministério da Saúde e ao governo de Mato Grosso a inclusão das forças de segurança nas fases prioritárias. Nessa luta, conto com o deputado estadual Delegado Claudinei”, declarou Dr. Leonardo.

Segundo o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, as autoridades da saúde devem dar prioridade à vacinação de servidores e pessoas privadas de liberdade para evitar o aumento de gastos com a prevenção e assistência à saúde e gerar o aumento de presos infectados nas unidades hospitalares. Também apontou que 42.517 presos foram contaminados e 133 chegaram ao óbito pela Covid-19, entre março de 2020 e janeiro de 2021, conforme dados apresentados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

“Não compreendo essa inversão de valores. Cheguei a visitar 13 polos regionais da Região Integrada de Segurança de Mato Grosso, ano passado, vi de perto a situação do Sistema Penitenciário. As visitas estavam interrompidas, os presos estavam tendo atendimentos por meio de videoconferência para evitar a disseminação da doença. Sem contar que o detento que acabava de ser preso, ficava isolado dos outros presos, em observação, até terem a certeza que não estava contaminado para se juntar aos demais. Até os projetos de ressocialização, conforme a atividade, tiveram que ser suspensos”, afirmou Claudinei.

Avanços – Claudinei apresentou indicação de n.º 1.984/2021, no dia 22, à Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES) e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) solicitando que seja priorizada a imunização aos integrantes da segurança pública. Logo, o parlamentar ficou satisfeito ao saber que o ministro André Mendonça, no dia seguinte, enviou ofício ao Ministro da Saúde e citou a situação de vulnerabilidade destes profissionais que estão trabalhando nas ruas com altos riscos de contaminação.

 Pandemia – Na atualização do Boletim Epidemiológico do Governo do Estado de Mato Grosso, do dia 25 de março de 2021, já são 297.712 casos confirmados de Covid-19, com 7.168 óbitos.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA