RECONHECIMENTO
VIRGINIA É CONDECORADA COM A MEDALHA ‘MÉRITO GUARDIÃO RODOVIÁRIO’
Na oportunidade foi lançada a corrida Homens do Mato, que terá como madrinha a primeira-dama Virginia Mendes
Política
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi homenageada, nesta segunda-feira (23.05), com a medalha ‘Mérito Guardião Rodoviário’, do Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), da Polícia Militar de Mato Grosso. A cerimônia contou com cerca de 100 autoridades militares e civis, que também foram homenageadas no auditório do Quartel do Comando-Geral da PM.
De acordo com a instituição, a medalha é um símbolo de apreço pelos esforços em promover a segurança nas estradas e reduzir acidentes, além de incentivar a educação para o trânsito. A homenagem foi oferecida pelo comandante-geral, Coronel Alexandre Mendes; o comandante do Comando Especializado, Coronel André Avelino Neto, e o comandante do BPMTran, tenente-coronel Adão Cesar Rodrigues Silva.
Virginia Mendes agradeceu a honraria e afirmou que está à disposição para atuar junto à corporação nas atividades de conscientização. “Agradeço por essa honraria tão importante e por ser considerada, por essa instituição, uma motivação para o trabalho executado por vocês. É realmente uma grande honra para mim estar aqui com autoridades que têm feito a diferença nas ações de trânsito e também em outras áreas da sociedade”, agradeceu.
A primeira-dama do Estado falou sobre a imagem da PMMT, lembrando a proteção e segurança que eles oferecem à sociedade. “Eu sempre digo que eles são nossos anjos da guarda. Eles saem de suas casas, deixam suas famílias, tanto homens quanto mulheres, sem saber se irão retornar. Eles são a insegurança diária da família que não sabe se estarão novamente em casa. Enquanto estamos vivendo nossas vidas, eles estão nos protegendo”, asseverou.
Ela também lembrou as ações e investimentos do Governo do Estado na Segurança Pública. “O Governo tem feito um excelente trabalho; acho que nunca foi realizado algo assim. Quando o Mauro assumiu, as viaturas não tinham combustível, não havia armamento, veículos apropriados, estava tudo sucateado. Então, a atual gestão tem dado condições de segurança para que os policiais possam sair de suas casas e fazer o melhor trabalho”, destacou.
“Através do trabalho voluntário que exerço neste Governo, quero ajudá-los na missão da conscientização sobre a importância de cada cidadão ter atenção no trânsito e de medidas que venham a prevenir acidentes, bem como atuar na preservação da vida”, ratificou a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
O comandante-geral da Polícia Militar de MT, Alexandre Mendes, agradeceu a presença da primeira-dama Virginia Mendes. “Ter a primeira-dama Virginia Mendes conosco é motivo de muito orgulho, porque ela simboliza a força e motivação em todas as causas que abraça, e não seria diferente em nossa luta constante para que a violência no trânsito acabe”, ressaltou.
Ele ainda enfatizou os números de vítimas de trânsito no país: “Cerca de 50 mil pessoas morrem no trânsito anualmente, muitas vezes por motoristas que não estão habilitados ou que não estão preparados para estar nas ruas e estradas”.
Na oportunidade, Coronel Mendes lembrou a luta da primeira-dama de MT contra a violência doméstica e o combate ao feminicídio, além de abordar a recente aprovação da lei que aumenta a pena para o crime de femiem 40 anos. “Nós vivemos uma guerra em diferentes aspectos; em nosso país, a cada quatro horas, uma mulher é vítima de violência doméstica”. Mendes mencionou a atuação da Patrulha Maria da Penha em Cuiabá e Várzea Grande, que registrou mais de 2.000 casos, e pediu ao Congresso Nacional que não permita a progressão de pena para esses crimes.
Na cerimônia, foi lançada a tradicional corrida “Homens do Mato”, com tema voltado ao combate ao feminicídio, com a campanha da PMMT: “Juntos, Somos a Voz de Quem Precisa de Ajuda”. A primeira-dama Virginia Mendes aceitou o convite e será madrinha da corrida, que acontece no mês de novembro.
“Agradeço o convite e fico feliz e honrada com esse evento, por saber que milhares de homens e mulheres virão conosco pedir um basta aos crimes de feminicídio e violência doméstica. Contamos com a presença das famílias”, convidou Virginia Mendes, que já confirmou sua presença e de sua equipe Unaf.
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher
A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.
Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.
Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.
Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.
O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.
O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.
Gil Ferreira/Agência CNJ
Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde
Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A proposta está em análise no Senado.
Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.
Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.
Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:
- campanhas educativas;
- capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
- monitoramento eletrônico de agressores;
- atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
- programas de reeducação de autores de violência.
Akira Onume/Governo do Pará
Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz
Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.
A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.
Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.
A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.
Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.
Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.
De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.
O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.
A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:
- na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
- contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
- em descumprimento de medida protetiva de urgência.
Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.
Depositphotos
Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino
Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).
A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.
Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.
A proposta foi enviada ao Senado.
De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.
A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:
- defensorias públicas;
- ministérios públicos;
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
- entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
- núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.
Depositphotos
Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD
Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.
No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.
O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.
Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.
O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.
De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.
Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.
O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein
-
Política13 horas atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades13 horas atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Cidades5 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Cidades13 horas atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Política6 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Política6 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Política13 horas atrásTribunal do Júri de Carlinhos Bezerra é remarcado após abandono da defesa durante sessão
-
Cidades5 dias atrásEntrevistas técnicas para diretor e coordenador escolar acontecerão em julho

