CÂMARA DE CUIABÁ

Vereador por Cuiabá, policial federal sentencia: “Bandidagem precisa ser tratada com tolerância zero”

Nesta quarta-feira (29.01), o tenente-coronel Otoniel Gonçalves Pinto vai passar por audiência de instrução e julgamento. Otoniel matou Luanderson Patrik Vitor de Lunas em legítima defesa, segundo alegou. A vítima invadiu sua casa e ameaçou seus familiares

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Política

Divulgação - Assessoria Parlamentar
O vereador e policial federal Rafael Ranalli (PL) concederá moção de aplausos ao tenente-coronel da Polícia Militar Otoniel Gonçalves Pinto pelo trabalho de combate a bandidagem na capital cuiabana, conforme assinalou.   
Nesta quarta-feira (29.01), o tenente-coronel passou por audiência de instrução e julgamento. Otoniel é acusado de matar Luanderson Patrik Vitor de Lunas [que invadiu sua residência], e pode ter que pagar indenização aos familiares do bandido.

Segundo o parlamentar, o tenente-coronel “matou foi um vagabundo” em legítima defesa.
Se o tenente-coronel não estivesse lá, disse, é até arrepiante imaginar o que esse bandido poderia feito com os reféns. O vereador também afirmou ser inadmissível que bandidos sejam alçados à categoria de vítimas ao ter seus planos criminosos frustrados pelo chefe da família.
“O tenente-coronel Otoniel agiu certíssimo! Qualquer um teria feito o mesmo em seu lugar. Imagine você e sua família sendo alvos de criminosos! Dessa escória humana podemos esperar sempre o pior. Dessa vez, o bandido levou a pior. Quem mandou invadir a casa de um militar treinado?”
Quando assumiu a vaga de deputado estadual por 30 dias, Rafael Ranalli recordou, propôs que Otoniel fosse o primeiro a ser condecorado por um Projeto de Lei (PL) conhecida como “Lei do Abate”, que visava a concessão de honraria a militares que matassem bandidos em legítima defesa.
“Ele é um verdadeiro herói cuiabano; será uma honra, e o mínimo que podemos fazer é conceder a Moção de Aplausos ao Otoniel. A bandidagem, repito, precisa ser tratada com tolerância zero! Senão, vamos virar um Estado do Caos”, defende Ranalli.
O parlamentar acredita que o militar deve, inclusive, ser considerado inocente pela Justiça no julgamento, qo ue deve acontecer ainda neste ano.
“Bandido agora virou profissão?! A Justiça não pode condenar Otoniel. Ele matou em legítima defesa, e em defesa de sua família. Imagina se a Justiça o obrigar a pagar indenização! Depois, vão pedir INSS, pensão, etc. e tal…  Os valores estão realmente invertidos”, conclui Ranalli.
Por Assessoria Parlamentar
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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