Privatização
CONSELHEIRO DO TCE-MT RECOMENDA A PRIVATIZAÇÃO DO SISTEMA DE ÁGUA E ESGOTO EM VÁRZEA GRANDE
O conselheiro Guilherme Maluf negou a suspensão do certame relatando que as dúvidas foram esclarecidas pela prefeitura de Várzea Grande, que passa por um momento de “transição de gestão”
Política
O Problema da falta de água tratada em Várzea Grande sempre foi um dois grandes problemas na administração pública do municipio . Em janeiro Várzea Grande terá uma nova gestão, então o Conselheiro do Tribunal de Contas (TCE/MT) Guilherme Maluf, “está recomendando” que a prefeitura de Várzea Grande, observe o Novo Marco Legal do saneamento Básico (Lei n°14.026/2020), que prevê o acesso integral de todos os habitantes do município à água até 20. Na última quarta-feira (27), o Diário Oficial de Contas, do TCE/MT, publicou o julgamento de uma representação de natureza externa (RNE) que pedia a suspensão da licitação para o serviço de coleta de lixo (manejo de resíduos sólidos).
O conselheiro Guilherme Maluf negou a suspensão do certame relatando que as dúvidas foram esclarecidas pela prefeitura de Várzea Grande, que passa por um momento de “transição de gestão”. Apesar de certos “institutos de pesquisa” indicarem que o atual prefeito, Kalil Baracat (MDB), teria até “80% das intenções de voto” em 2024, ele perdeu o pleito para a novata Flávia Moretti (PL).
Na mesma decisão Guilherme Maluf “recomendou” que o município respeite o Novo Marco Legal do Saneamento Básico. “Recomendo ao Gestor Municipal que, durante o período de vigência do atual contrato (1 ano), sejam envidados todos os esforços para o cumprimento das metas progressivas estabelecidas no Novo Marco Legal do Saneamento Básico. Em especial, que se priorize a universalização do acesso à água potável (99% da população) e ao tratamento de esgoto (90% da população) até 31 de dezembro de 2033.Guilherme Maluf também “aconselhou” que os serviços de água e esgoto sejam privatizados, de modo que Várzea Grande analise a “viabilidade de concessão dos serviços públicos de saneamento conforme previsto na Lei”. A recomendação não é vinculativa, ou seja, a prefeitura de VG pode ou não seguir o Novo Marco Legal do Saneamento.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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