Política
Publicação nacional divulga estudo de auditor da CGE sobre acordo de leniência
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Da Redação
Artigo científico elaborado por auditor da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) sobre acordo de leniência com empresas foi publicado na revista do Fórum de Contratação e Gestão Pública (FCGP). O autor do artigo é o auditor Rodrigo Morais de Amorim, atualmente superintendente de Desenvolvimento das Correições Setoriais da CGE-MT.
Publicado na edição nº 214 da FCGP, o artigo versa sobre o acordo de leniência na esfera administrativa como instrumento de prevenção e repressão à corrupção. No trabalho, o auditor analisa os requisitos necessários para a celebração do acordo de leniência com empresas envolvidas em atos ilícitos no âmbito do poder público, os efeitos e benefícios concedidos às pessoas jurídicas na esfera administrativa, além de destacar as tendências de mudanças legislativas acerca do tema.
O acordo de leniência é um instrumento previsto na Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), semelhante à Colaboração Premiada no âmbito civil. Os requisitos para a celebração do acordo são os seguintes: a empresa deve ser a primeira a manifestar interesse em negociar; deve interromper o envolvimento no ato ilícito investigado; cooperar com as investigações, com a obrigação de identificar os demais envolvidos na infração e ceder provas que comprovem o ilícito.
“Em linhas gerais, é possível afirmar que o acordo de leniência é capaz de alavancar as investigações e facilitar o retorno de recursos desviados dos cofres públicos”, comenta.
Com a celebração do ajuste, a empresa obtém redução de até 2/3 o valor da multa (que pode alcançar até 20% do faturamento bruto da pessoa jurídica) e a isenção ou a atenuação das sanções administrativas previstas na Lei de Licitações (Lei Federal nº 8.666/1993).
“Porém, o fato de ter se tornado colaboradora não a exime de reparar integralmente o dano causado”, observa o auditor.
Além disso, a ferramenta exige que a empresa leniente adote ou aprimore mecanismos internos de integridade para prevenir, detectar e reprimir casos de corrupção e desvio de conduta.
“O compliance anticorrupção, se efetivo, torna-se capaz de estabelecer um novo paradigma de relacionamento entre os setores governamentais e empresarial, no qual impere o respeito ao interesse público e aos padrões de conduta esperados em uma democracia”, argumenta.
Revista FCGP
Especializada em licitações, controle e administração pública, a Fórum de Contratação e Gestão Pública (FCGP) é uma revista com periodicidade mensal. O periódico jurídico apresenta conteúdos divididos nas seguintes seções: Doutrina, Jurisprudência Selecionada, Orientações Práticas e Legislação.
O conselho editorial da revista é formado por grandes nomes do Direito Administrativo no Brasil, como Benjamin Zymler, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU); Carlos Ayres Britto, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF); Cármen Lúcia Antunes Rocha, Gilmar Ferreira Mendes e Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, ministros do STF; Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, advogado, consultor e mestre em Direito Público; entre outros estudiosos.
Além da versão impressa, a revista tem versão online exclusiva para assinantes. O periódico está indexado na Rede Virtual de Bibliotecas do Congresso Nacional e na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA).
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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