RECONHECIMENTO

Presidente Fabinho destaca importância do trabalho parlamentar de Dito Pinto

Dito Pinto terá rua com seu nome em Várzea Grande, no bairro Centro Sul

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Política

Divulgação Secom VG

Foi sancionada a Lei Municipal n° 4.745/2021, que dispõe sobre homenagem ao ex-presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande e ex-deputado estadual Benedito Pinto da Silva – Dito Pinto. O parlamentar, falecido em 20 de fevereiro último, por complicações com a Covid-19, agora terá rua com seu nome no bairro Centro Sul. A lei é de autoria do presidente da Casa de Leis várzea-grandense, vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM), que tem se sobressaído à frente da Mesa Diretora do Parlamento por implementar uma série de iniciativas que resultam em obras sociais e estruturais para o município várzea-grandense. Fabinho afirma que as reivindicações da Câmara são atendidas pontualmente pelo prefeito Kalil Baracat.

Segundo o parlamentar, há pessoas que estabelecem marco existencial de inegável destaque em suas ações cotidianas. Dito Pinto, frisou, enquadra-se nessa categoria, sendo mais do que justa a iniciativa do Legislativo em homenageá-lo. Fabinho ainda considerou que a atuação parlamentar de Dito Pinto trouxe reflexos futuristas para VG e MT, no geral, tornando-se espelho referencial para as próximas gerações. Na sua opinião, há pessoas que, mesmo à parte das funções ocupadas anteriormente, angariam perpétua respeitabilidade por essa trajetória de sólida construção em prol do coletivo social. 

Presidente da Câmara de VG, vereador Fábio José Tardin – Fabinho: “Dito Pinto foi um senhor exemplo de parlamentar e cidadão mato-grossense”. Foto: Secom VG

“Dito Pinto, que presidiu com competência e sensibilidade esta Casa de Leis, foi importante não só para o nosso município, como também para o Estado de Mato Grosso. Dito deixou um grande legado em setores distintos da sociedade, principalmente no que tange à sua preocupação em servir os mais carentes, estar a postos para resolver demandas que pudessem assinalar incômodo e mesmo perigo às comunidades. A seu tempo, desempenhou funções parlamentares em moldes visionários e de abrangência amorosa aos munícipes”, disse Fabinho.

“HONRARIAS PRESTAM JUSTIÇA”

Uma outra observação do atual dirigente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Fabinho, com referência à homenagem sancionada ao ex-presidente do Parlamento Municipal, Dito Pinto, é de que iniciativas semelhantes vêm ao encontro da expectativa geral.

“Imprime-se um natural sentimento justiceiro por saber que determinada trajetória política  é lembrada de forma sempre saudosa, inclusive referencial.  Enfim, ao instituirmos essa lei, prestamos singela homenagem àquele que fez muito para que Várzea Grande e Mato Grosso registrassem grandes avanços; benefícios que todos usufruem, hoje em dia. Muitos dos quais, devo também assinalar, foram essenciais para a consolidação da estrutura progressista do município e do território mato-grossense, visto que o saudoso colega Dito Pinto também se sobressaiu na Assembleia Legislativa de Mato Grosso”, sublinhou Fabinho. 

*Dito Pinto foi vereador, presidente da Câmara de Várzea Grande e deputado estadual por três mandatos. Também ocupou cargos públicos na Prefeitura de Várzea Grande e no Governo do Estado.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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