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Presidente do TJMT destaca trabalho de Lenine Póvoas

Importante figura do universo intelectual, cultural e acadêmico de Mato Grosso, Lenine de Campos Póvoas completaria 100 anos de nascimento neste domingo (04.07).

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Créditos: TJMT

Da Redação

Em sessão solene nesta segunda-feira (5), em homenagem ao Centenário de Lenine Póvoas, cerimônia realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helenas Gargaglione Póvoas, filha de Lenine Póvoas, recordou da luta por pai para dotar Mato Grosso de vários benefícios na área educacional e outros setores, entre eles a instituição da Faculdade de Direito, que se tornaria embrião para a implantação da UFMT. Conforme a presidente do TJMT, trata-se de uma trajetória que encampa muitas lutas e esforços dignos de aplausos.

Lenine Póvoas se notabilizou na história de Mato Grosso em razão de seu amplo legado na área das Letras, Memória e Economia, Administração, História e Geografia. Deixou obras publicadas em livros, livretos, separatas, artigos nas revistas do Instituto e em jornais, sempre com olhar dedicado a Mato Grosso. Além disso, foi deputado, vice-governador do Estado de Mato Grosso, ocupou a 33ª cadeira Academia Mato-grossense de Letras e é criador Fundação Cultural de Mato Grosso, embrião da Secretaria de Estado de Cultura. Mesmo criança, a desembargadora Maria Helena Póvoas disse ter observado cada passo dessa determinação existencial do seu genitor.

“Ele decidiu ser advogado, mas teria que ir cursar Direito no Rio de janeiro, na Faculdade Nacional. Tal projeto implicava em enormes desafios, pois nossa família era precária. Foi para o RJ, concluiu o curso de Direito e só retornou a Cuiabá sete anos após, pois naquela época era difícil realizar essa viagem. Ao retornar, já informaram que ele seria candidato a deputado estadual, o que achou estranho, argumentando ser de família reduzida, e, também, por ter ficado fora muito tempo. Não via muita perspectiva vitoriosa nisso aí, mas foi eleito e reeleito”.

Créditos: Almanaque Cuiabá

Em Cuiabá, Lenine Póvoas também assumiu vários cargos importantes, sendo presidente da METAMAT. “Porém, ele e mais outros amigos, creio que uns seis, fundaram a Faculdade de Direito, célula-mãe dessa grande obra (UFMT) que hoje existe na capital. O governo federal queria fechar a faculdade, argumentando não ser rentável. Mas ele e seus colegas resolveram continuar com o educandário funcionando, propondo-se a bancar os salários dos professores e administrativos com seus próprios proventos. Graças a esse ato hoje existe a UFMT”, enaltece a desembargadora Maria Helena Póvoas.  

Lenine Póvoas ainda ganhou destaque por suas ações públicas pela criação do Arquivo Público de Mato Grosso, com militância igualmente aguerrida no Tribunal de Contas do Estado e na Academia Mato-Grossense de Letras, que não tinha nenhum servidor.  “Eu só desejo o seguinte: acaso pudesse formular algum desejo, se aparecesse hoje o gênio da lâmpada de Aladim, pediria apenas um minuto para dar um único abraço naquele que foi o homem da minha vida”, finaliza a dirigente do TJMT.

 

 

 

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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



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