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Prefeitura de Itiquira é impedida pela justiça de usar dinheiro público para “festa do peão”

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Da Redação

No ano passado, a Prefeitura de Itiquira ( a 363 km de Cuiabá) gastou R$ 877,4 mil para custear dois eventos no município: a Festa do Peão de Itiquira e a Festa do Peão de Ouro Branco do Sul.

Agora, contudo, a administração da cidade está impedida pela Justiça de gastar dinheiro público nessas finalidades. A decisão foi proferida pelo juiz Rafael Siman Carvalho.

A proibição deve se estender até que a Prefeitura faça, com perfeição, a prestação de contas dos serviços públicos.

No ano passado, o dinheiro foi empregado no pagamento de segurança privada, tendas, camarote, palco, eletricista, publicidade, entre outros gastos.

No mesmo período, o gasto com a educação infantil, por sua vez, foi desproporcionalmente menor: apenas R$ 89 mil.

Outros problemas que poderiam ser resolvidos se o dinheiro fosse aplicado nas soluções foram identificados.

“Não há rede de coleta esgoto no município. Não há aterro sanitário para a devida destinação do lixo produzido pela população, o que pode gerar a contaminação do lençol freático”, afirmou o promotor Cláudio Angelo Correa Gonzaga.

Este ano, a previsão da Prefeitura era gastar mais R$ 910 mil em festas. Segundo a Justiça, o evento ainda pode acontecer, desde que haja investimento da iniciativa privada.

Foto: Lucas Souza

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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