Política
Prefeitura adota medidas para realização de feiras livres em Cuiabá
Política
Da Redação
Em virtude da publicação do Decreto Municipal de nº 7.846/2020, assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro no dia 18 de março, a Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico informa que, todas as feiras livres previstas, deverão ser realizadas com ocupação máxima de cem pessoas. Essa medida é de responsabilidade dos organizadores, cabendo a Secretaria fiscalizar o atendimento e se está sendo cumprida a determinação.
“O setor produtivo tem grande participação na economia do Cuiabá, gerando empregos e renda. Por isso, nesse momento em que todos estão sendo afetados. Dessa forma, novamente estaremos juntos superando esse momento de instabilidade econômica e social”.
Atualmente, existem em Cuiabá 52 feiras livres, espalhadas por todos os bairros, com 1.070 feirantes cadastrados, responsáveis por mais de 1.450 barracas, distribuídas pelos seis dias da semana, sempre de terça a domingo.
“Nesse momento que estamos vivendo da pandemia do Coronavírus todo cuidado é pouco. A única alternativa é a prevenção, cabe a cada um fazer a sua parte e a nós que estamos à frente da pasta, contribuir na fiscalização”, disse a secretária municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Débora Marques.
É de responsabilidade da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico criar, localizar, dimensionar, remanejar, suspender ou mesmo extinguir as feiras de Cuiabá, bem como alterar dias e horários de funcionamento, quantificar e qualificar os tipos de produtos que serão comercializados, atendendo sempre o interesse do público respeitando as exigências sanitárias, viárias e urbanistas. “Nunca a cidade precisou tanto de nós todos juntos como agora. Para superarmos isso, é necessário que cada um chame um pouco da responsabilidade para si”.
Política
Em relatório, IFI aponta que despesas do governo continuam crescendo
O principal desafio atual do Brasil é fazer avançarem as políticas públicas de setores essenciais, como educação, saúde e segurança pública, e ao mesmo tempo ampliar os investimentos em infraestrutura e ciência e tecnologia, em um quadro de “extremo engessamento orçamentário”. A observação consta do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto, publicado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) nesta quinta-feira (20).
O documento aponta que continuam crescendo “contínua e velozmente” as despesas do governo, tanto as obrigatórias quanto as “discricionárias rígidas”, aquelas que não são obrigatórias, mas que na prática o governo não pode cortar.
Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (20), o diretor da IFI, Alexandre Andrade, disse que o relatório aponta uma piora do déficit primário estrutural ao longo dos dois primeiros trimestres de 2026, basicamente por causa de uma pressão maior de despesas, apesar do crescimento da receita.
— Os números mostram que o cumprimento da meta fiscal de 2026 ficou um pouco mais folgado. Os números das avaliações bimestrais anteriores já mostravam que o governo conseguiria cumprir a meta fiscal. Isso ficou um pouco facilitado depois do choque do preço do petróleo, em razão do conflito no Irã, porque as receitas do governo aumentaram muito, principalmente em maio, junho e julho. Então, devem garantir um cumprimento com relativa folga — afirmou.
Andrade avaliou que, com um cenário de petróleo mais caro e receitas mais favoráveis, o governo deverá cumprir a meta do ano.
— A questão maior que se coloca é para o ano que vem. Isso tende a se esgotar ao longo do tempo. As receitas não vão conseguir crescer indefinidamente nos próximos anos — previu.
“Horizonte desejável”
A IFI, órgão vinculado ao Senado, estima um déficit estrutural de 1,4% do PIB até o segundo trimestre de 2026. A instituição reconhece no relatório que a equipe econômica vem se empenhando na gestão do cotidiano da execução orçamentária para melhorar os resultados fiscais. Destaca, no entanto, que o horizonte desejável para o futuro do país impõe um ajuste estrutural mais profundo e sustentável.
O estudo da IFI concentra a análise nos dados e informações do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) relativo ao terceiro bimestre de 2026. Esse documento embasa as projeções constantes do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2027), a ser enviado à Comissão Mista de Orçamento (CMO) até o próximo dia 31.
De acordo com a IFI, o quadro geral permanece inalterado, apesar de afetado por fatores específicos – aceleração do pagamento de emendas parlamentares em função da legislação eleitoral; queda das despesas com o Bolsa Família; e o aumento das receitas derivadas da alta dos preços do petróleo, a partir de maio, consequência do conflito no Oriente Médio.
O governo central produziu um déficit primário efetivo, nos sete primeiros meses do ano, de R$ 81,2 bilhões. Se, por um lado, a receita líquida registrou aumento significativo de 6,0%, acima da inflação, por outro as despesas subiram 6,3%, em termos reais, aponta o relatório. Tanto a IFI quanto o governo projetam um déficit primário efetivo em torno de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
O cumprimento formal da meta fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 será alcançado após as deduções legais de despesas, que somam entre R$ 62,8 bilhões (governo) e R$ 69,8 bilhões (IFI), além do uso do intervalo de tolerância legalmente previsto. O centro da meta deste ano corresponde a um superávit primário de 0,25% do PIB, ou R$ 34,3 bilhões.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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