DISPUTA FINANCEIRA
PREFEITO EMANUEL CONCORDA COM ESTADUALIZAÇÃO DO HCAN, MAS QUER ‘AUDITORIA’ NAS CONTAS DO HOSPITAL
Foi o promotor de Justiça, Milton Matos, quem fez o pedido de estadualização
Política
Prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) concordou com a proposta do Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para estadualizar o Hospital de Câncer de Mato Grosso. Porém, o gestor foi bem enfático ao defender uma auditoria rigorosa nas contas da unidade filantrópica.
“Eu estou de acordo com o doutor Milton, que é um grande promotor, muito bem-intencionado. É necessário que se realize essa auditoria que ele pediu ao Tribunal de Contas há quase 1 ano para gente saber a verdade da aplicação dos recursos públicos no Hospital de Câncer”, apontou nesta terça-feira (30).
Foi o promotor de Justiça, Milton Matos, quem fez o pedido de estadualização. O magistrado vai debater sobre o assunto com o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo. A medida busca por fim em um embate financeiro entre a entidade e a Prefeitura de Cuiabá, responsável por transferir as verbas públicas ao filantrópico.
Emanuel, por sua vez, aponta que a aplicação dos recursos precisa ser ‘fiscalizada’ e que o Estado desempenharia melhor a função. “O Hospital atende o Estado inteiro e o governo tem mais estrutura para fiscalizar a aplicação dos recursos. É inconcebível milhões de reais serem repassados para uma instituição, sem ter a contrapartida da prestação de contas”, disse.
Embate financeiro
Atualmente, compete à prefeitura receber as verbas estaduais e federais para posteriormente transferir à unidade. Contudo, o HCan alega que isso não tem sido feito corretamente e denuncia atrasos.
Existem dois débitos em discussão, uma que está judicializada, superior a R$ 12 milhões, e a dívida atual de R$ 6 milhões. A Secretaria de Saúde de Cuiabá reconhece apenas parte desse montante, R$ 1,7 milhões.
Política
Diego Guimarães defende Cartão Material Escolar para beneficiar 300 mil alunos e fortalecer o comércio nas cidades
Mais de 300 mil estudantes da rede estadual de Mato Grosso poderão ser beneficiados com o Cartão Material Escolar (CME), proposta aprovada em segunda votação pela Assembleia Legislativa (ALMT) nesta quarta-feira (21). Além de auxiliar as famílias na compra de materiais escolares, a iniciativa pretende fortalecer as papelarias e movimentar o comércio local nos 142 municípios do estado. Para entrar em vigor, a proposta depende agora de sanção do governo do estado.
O benefício está previsto no Projeto de Lei nº 18/2025, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB), com coautoria do deputado Diego Guimarães (Republicanos). A proposta prevê a disponibilização de um cartão, semelhante ao de débito, para que pais e responsáveis possam adquirir materiais como cadernos, lápis, borrachas e mochilas diretamente em estabelecimentos credenciados de seus municípios. A estimativa é alcançar estudantes de 630 escolas estaduais.
Defensor da descentralização das compras públicas, Diego Guimarães argumenta que o modelo permitirá que os recursos destinados aos materiais escolares permaneçam nos municípios, gerando empregos, renda e arrecadação de impostos. O parlamentar também critica a concentração das compras em grandes fornecedores, que, segundo ele, acaba deixando as papelarias mato-grossenses de fora desse mercado.
“Nós temos defendido a valorização do comércio local, das papelarias e dos pequenos mercados dos municípios. O sistema de voucher escolar daria autonomia para que o pai e a mãe recorram ao comércio local dos bairros e do centro da cidade para fazer a aquisição desse material, valorizando a geração de emprego nas papelarias, renda e o pagamento de impostos dentro de Mato Grosso”, explicou Diego Guimarães ao defender anteriormente a proposta.
Além de reduzir os gastos das famílias, o cartão permitirá maior autonomia na escolha dos materiais necessários ao longo do ano letivo, complementando os kits já distribuídos pelo Governo do Estado. As compras deverão seguir uma lista de produtos autorizados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
A proposta de descentralização também conta com apoio de entidades do setor produtivo, como a Federação das Associações Comerciais (Facmat), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) e o Sindicato dos Representantes Comerciais. Diego Guimarães chegou a sugerir à Seduc o aproveitamento da estrutura tecnológica do cartão Ser Família para facilitar o credenciamento das papelarias e a implantação do benefício.
“Queremos valorizar o comércio local, que movimenta a economia das nossas cidades, gera empregos e renda para a população. Ao mesmo tempo, buscamos dar mais autonomia aos pais e estudantes para escolherem seus materiais escolares, garantindo que esses recursos circulem dentro dos próprios municípios e fortaleçam os pequenos comerciantes”, reforçou o deputado Diego Guimarães, ao destacar a importância da iniciativa diante da crescente concorrência das grandes plataformas de vendas pela internet.
Caso o projeto seja sancionado, dependerá de regulamentação para definir os valores, critérios de concessão e regras de funcionamento do benefício.
Fonte: ALMT – MT
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