AGOSTO LILÁS

‘Plante Amor, Salve Vidas’ homenageia mulheres vítimas de violência

A atividade contou com a parceria da Energisa, que realizou trocas de lâmpadas por unidade consumidora e o cadastro para tarifa social

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Divulgação Secom Cuiabá

Em atendimento a programação da campanha  “Agosto Lilás”, a Secretaria Municipal da Mulher distribuiu cerca de 50 mudas de árvores frutíferas, nesta segunda-feira (9), na praça central do bairro Três Barras. A segunda edição do “Plante Amor, Salve Vidas” é uma iniciativa que possibilita prestar uma homenagem as mulheres que foram vítimas de feminicídio e debater a temática sobre a violência doméstica e familiar. 

De acordo com a secretária adjunta da pasta, Elis Regina Prates, o ato de distribuir mudas foi uma forma de honrar a memória das 47 mulheres que foram mortas no Estado este ano pelos seus antigos ou atuais companheiros. Ela explica que a entrega das mudas é uma forma de mostrar o renascimento daquela mulher que conseguiu se libertar da violência doméstica.

“As vítimas de violência doméstica vivem um cenário onde os agressores colocam elas como culpadas criando situações para justificar as agressões. É contra esse cenário absurdo que nós lutamos diariamente. Precisamos utilizar a informação como ferramenta de enfrentamento a essa violência, divulgando os canais de denúncia e auxiliando a identificar as violências sofridas”, afirma.

Para a primeira-dama, Marcia Pinheiro, Cuiabá segue avançando em políticas para a proteção, ações de empoderamento, autonomia financeira e programas que garantem a dignidade da mulher. Ela destaca algumas ações do município, como “Cuiabá por elas” arrecada e entrega absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Qualifica Cuiabá que oferece cursos de qualificação profissional e promovem assim a independência da mulher.

“Essa ação não é apenas para prestarmos homenagem às mulheres que foram assassinadas, mas principalmente para chamarmos a atenção sobre esse tema e incentivar mulheres que vivem sendo violentadas pelos seus companheiros a denunciarem as agressões”, destaca.

A atividade contou com a parceria da Energisa, que realizou trocas de lâmpadas por unidade consumidora e o cadastro para tarifa social. Os colaboradores da concessionária de energia permanecem na praça até sexta-feira (13).

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno, a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares, que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação.

Conhecimento das competências – Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.

Fonte: ALMT – MT



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