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Pivetta diz que empréstimo de R$ 1,5 bilhão pode ser votado após eleições sem prejuízo ao governo

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a eventual votação do projeto que autoriza a contratação de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão pode ocorrer após as eleições de outubro, sem causar prejuízo ao governo estadual. A proposta, encaminhada à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), prevê a captação de recursos para a construção de 60 mil unidades habitacionais.

Ao ser questionado sobre o prazo imposto pela legislação eleitoral e a necessidade de apreciação da matéria antes do fim de semana, Pivetta disse que a definição sobre o calendário de votação compete exclusivamente aos deputados estaduais e ressaltou que respeita a autonomia do Legislativo.

“Nenhum problema [se ficar para depois das eleições]. A pressa é dos deputados, eu encaminhei o projeto para a Assembleia. Nós estamos, em parceria com a Caixa Econômica, financiando cerca de 1.500 casas por mês,e o subsídio do Estado está sendo destinado para essa finalidade.Então, os deputados é que vão discutir, aprovar ou não. Isso aí depende deles. Eu respeito o prazo, o tempo da Assembleia Legislativa”, defendeu.

A análise da proposta foi adiada após os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT) pedirem vista do projeto. Durante a tramitação, Lúdio também apresentou uma emenda para determinar que a totalidade dos recursos obtidos com o financiamento seja destinada exclusivamente à construção de moradias.

Pelo texto encaminhado pelo Executivo, a operação de crédito terá prazo de 10 anos para quitação, carência de 12 meses e juros corrigidos pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), atualmente em 14,15% ao ano, acrescidos de 0,9% ao ano, além das demais condições previstas no contrato.

Segundo Pivetta, as condições da operação seguem os parâmetros praticados pelo mercado financeiro e não apresentam qualquer excepcionalidade.



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Executivo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com mínimo de R$ 1.741

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Salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. Esses são alguns pontos da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (31) — último dia do prazo para envio do Orçamento ao Legislativo.

O aumento previsto de R$ 120 no valor do salário mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de aproximadamente 7,4% no valor nominal. O índice representa um ganho de 2,3% acima da inflação projetada para este ano.

O documento ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo vai gastar em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Tramitação

Pela Constituição, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. 

A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

Receitas e despesas

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável.

Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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