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Passagem de ônibus de Cuiabá e Várzea Grande é a 6ª mais cara entre as capitais brasileiras

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Da Redação

As tarifas do transporte público de Cuiabá e Várzea Grande estão entre as mais caras do país. O valor na capital cuiabana passou a ocupar o 6º lugar no ranking das tarifas mais caras do país.

Segundo o presidente executivo da NTU, Otávio Vieira da Cunha Filho, cada cidade tem uma regra para o reajuste e a revisão tarifária, que normalmente é estabelecida no contrato de concessão. Quando é feita a licitação, o preço da proposta inicial é definido por meio de uma planilha de custo, que tem uma metodologia de cálculo que leva em consideração a quantidade de ônibus que atenderão a cidade, a quantidade média de viagens, quantos quilômetros isso vai representar.

A partir disso, são determinados quantos motoristas e profissionais de manutenção e de administração, e a parte do custo com insumos, como combustível, preço dos pneus, impostos e preços de veículos.

Depois, se divide esse custo pelo número de passageiros que serão transportados para encontrar o valor dessa tarifa inicial. Quando começa a atividade, alguns contratos estabelecem um reajuste anual, com a inflação, e uma revisão estabelecida a cada três ou quatro anos.

A qualidade do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande é péssima de acordo com os usuários, que reclamam constantemente de quebra de veículo, falta de conforto, entre outros problemas.

 

Foto: Luiz Alves

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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