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Nova Mutum: Mãe toma medida drástica para impedir que o filho cometa suicídio

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Da Redação

A professora Carla Lemos Coelho Silva, 48 anos, precisou se utilizar de uma medida fora do comum para impedir que o filho de apenas 17 anos não tirasse a própria vida. O adolescente foi diagnosticado com depressão e de acordo com a mãe ele já tentou se suicidar por pelo menos três vezes.

Para impedir que o filho tenta-se contra a própria vida novamente Carla Lemos amarrou e sedou o adolescente, os dois moram na cidade de Nova Mutum (238 km de Cuiabá). O caso ganhou repercussão após uma reportagem publicada pelo Portal UOL.

De acordo com o portal, a Carla Lemos não vem conseguindo um vaga para a internação do filho em um hospital especializado no Estado para tratar da doença do filho. De acordo com a mãe do adolescente, ele passou a se isolar socialmente e passou a ficar agressivo, além disso, ele passava muito tempo trancado no quarto.

Carla Lemos gasta cerca de R$ 600,00 por mês com medicamentos para o adolescente, são quatro medicamentos que fazem parte do tratamento que o jovem vem fazendo, mas um outro problema surgiu, os medicamentos não estão mais fazendo o mesmo efeito que no começo do tratamento.

A mãe conta ainda que o filho passou a falar sobre suicídio antes de tentar contra a vida pela primeira vez, diz ainda que percebeu que a solução seria mesmo a internação em uma clínica especializada. O jovem, além de depressão grave com sintomas psicóticos, foi diagnosticado com transtorno afetivo bipolar.

Em uma das crises enfrentadas pelo garoto, três homens foram necessários para impedir o garoto, posteriormente ele foi sedado e amarrado. Carla recorreu ao Ministério Público para tentar conseguir uma vaga na clínica, já que a família não possui recursos para bancar o tratamento em uma clínica particular.

A primeira tentativa de suicídio aconteceu no começo de agosto quando o adolescente se levantou na sala de aula e tentou se jogar de uma janela, antes que ele conseguisse os colegas impediram o segurando pelos cabelos. O mesmo aconteceu dias após a primeira tentativa, desta vez foi em uma consulta, o menor teria se recusado a tomar um comprimido e após se agitar tentou novamente se jogar da janela, na ocasião a mãe ligou para o cunhado que juntamente com três amigos o seguraram para que o adolescente tomasse o remédio.

A mãe conta ainda, que durante o tempo que o filho ficou sedado, por cerca de 24 horas ele ficou sem se alimentar, afirma ainda que não teve alternativa por este motivo optou pela medida drástica.

Ao ser questionada pelo jornalista Wanderley Preite Sobrinho, do Portal UOL, sobre a possibilidade de acabar tendo problemas com a situação, já que de acordo com especialistas a mãe pode ser acusada de maus-tratos a mãe afirmou novamente que não teve alternativa, disse ainda que a promotoria a alertou sobre a questão, porém ela afirma que se for para dar algum problema que simplesmente aconteça e que cause a repercussão necessária para a professora conseguir a ajuda que precisa para a internação do filho.

Casos como do filho de Carla Lemos são comuns no Brasil, porém a falta de leitos em hospitais especializados impede que a grande maioria das pessoas diagnosticadas com o problema tenham tratamento adequado.

 

 

Com informações: Portal UOL

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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