MUNICÍPIO ESTRUTURADO

Nova Bandeirantes comemora 39 anos

As duas pontes, na principal rodovia de integração entre Nortão e Noroeste, são fundamentais no escoamento da produção municipal

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Política

Foto: Prefeitura de Nova Brasilândia

Nova Bandeirantes, cidade localizada no noroeste mato-grossense a mil quilômetros de Cuiabá e com 15.685 habitantes, comemora 39 anos nesta quarta-feira (11.08), com parcerias do Governo do Estado na construção de pontes e manutenção de rodovias, apoio à agricultura familiar, atendimento à saúde e à população carente.

Na atual gestão, o município foi beneficiado com a construção de duas pontes de concreto na MT-208 – sobre o Rio Turvo, com 40,55 metros de extensão, e sobre o Rio São da Barra, com 120,55 metros de extensão, cujos investimentos somam R$ 9,3 milhões.

Localizadas entre Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde (distantes 54 quilômetros entre si), elas são fundamentais, uma vez que a MT-208 é considerada a principal rodovia de integração entre o extremo norte e o noroeste mato-grossense, escoando boa parte da produção de carne e grãos do Estado.

Ponte na MT-208 – fundamental para o escoamento da produção regional – Foto Sinfra

Como componente do Consórcio Intermunicipal Portal da Amazônia, a cidade está sendo beneficiada com a recente entrega, pelo Governo do Estado, de três motoniveladoras, uma escavadeira e uma pá carregadeira. O maquinário será utilizado na manutenção de 1.355 km de rodovias estaduais não pavimentadas.  

Agricultura familiar

Em janeiro deste ano, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), os pequenos produtores rurais de Nova Bandeirantes foram beneficiados pelo Governo do Estado com a doação de uma patrulha mecanizada composta por um trator agrícola, carreta basculante  e uma grade aradora.

A agricultura municipal foi beneficiada ainda com quatro resfriadores de leite com capacidade de até mil litros cada, doses de sêmen convencional de cinco raças leiteiras e doses de sêmen sexado (fêmea), também de raça com aptidão leiteira.

Assistência Social

Por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setasc), além da entrega neste ano de 877 cartões do Ser Família Emergencial, foram doados a famílias carentes do município 800 cestas básicas entre 2020 e 2021 pelo programa Vem Ser Mais Solidário e 669 cobertores, pelo Aconchego.

Saúde e repasses

A Secretaria de Estado de Saúde repassou ao município 1.300 testes rápidos para detecção do coronavírus e medicamentos para combatê-lo, num total de 55.955 comprimidos, entre azitromicina (6.880), ivermectina (5.504) e dipirona (43.571), também distribuído em gotas, com 1.070 frascos.              

Entre 2020 e junho de 2021, o Governo do Estado repassou R$ 20,77 milhões aos cofres municipais em ICMS, IPVA e Fethab; R$ 1,104 milhão em assistência social, transporte escolar entre 2019 e 2020; e R$ 1,144 milhão em fundos de saúde entre 2019, 2020 e 2021.

Economia

Segundo o IBGE, em 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) Municipal, de R$ 220,927 milhões teve como principal componente a administração pública, com R$ 88,273 milhões. Serviços (R$ 54,041 milhões), agropecuária (R$ 45,399) milhões, (impostos R$ 17 milhões) e indústria (R$ 16,2 milhões) fecharam a soma. O PIB per capita foi de R$ 14.818,40

Em 2019, R$ 33,46 milhões foram pagos, entre salários e outras remunerações, por 286 empresas e organizações em atividade no município a 1.529 pessoas ocupadas (10% da população), das quais 1.231 assalariados. Média salarial mensal de 1,9 salários mínimos.

O município tem um significativo rebanho bovino, com 505.044 cabeças, das quais 855 vacas ordenhadas, com 1,341 milhão de litros de leite; o rebanho galináceo conta com  71,7 mil cabeças, das quais 30,7 mil galinhas, com 305 mil dúzias de ovos, além 6,8 mil equinos , 9,04 mil suínos, 3,8 mil ovinos, 318 caprinos e produção 1,5 tonelada de mel de abelha.

Na agricultura, produz abacaxi, arroz, banana, café, feijão, guaraná, mandioca, melancia, milho, palmito e soja. Extraiu 282 toneladas de castanha do brasil, carvão vegetal, lenha e madeira em tora.

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? “, questionou.

Prevenção e tratamento – Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição da CST:

Presidente: Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator: Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária: Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.

Fonte: ALMT – MT



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