Política
Na COP-26, governador apresenta estratégias para neutralizar carbono até 2035 em MT
Também foi apresentado por Mauro Mendes o programa Carbono Neutro MT, que tem como meta neutralizar a emissão de carbono das atividades econômicas de Mato Grosso até 2035, 15 anos antes da meta global.
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O governador Mauro Mendes apresentou, na tarde desta terça-feira (02.11), os avanços do Governo de Mato Grosso em relação à preservação ambiental e as estratégias para neutralizar a emissão de carbono no estado até 2035, 15 anos antes da meta global.
A apresentação ocorreu no painel “Cooperação Coordenada para Produção Sustentável e Conservação Florestal em Mato Grosso”, como parte da programação da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP-26), em Glasglow, na Escócia.
“Iniciamos hoje a participação do Estado de Mato Grosso aqui na COP-26. Tivemos uma conferência com a participação das entidades do terceiro setor, do Governo do Reino Unido, da Noruega, Holanda, e outras instituições que participaram de forma online”, relatou.
Mauro Mendes detalhou que o Estado, em parceria com a iniciativa privada e todo o setor produtivo, no âmbito da Estratégia PCI (Produzir, Conservar, Incluir), tem obtido resultados expressivos não só com a execução de uma produção sustentável, mas com a redução do desmatamento ilegal (20%) e dos incêndios florestais (54%).
O fato de Mato Grosso possuir 62% do território preservado e ainda assim ser o maior produtor de alimentos do Brasil, e um dos maiores do mundo, foi citado pelo governador como uma prova inequívoca de que é possível produzir em larga escala com respeito ao meio ambiente.
“A nossa mensagem é mostrar os grandes ativos ambientais e todo o trabalho que o Governo do Estado faz, em conjunto com os produtores e todos aqueles que trabalham e produzem no Estado de Mato Grosso, e que fazem isso de forma muito sustentável. Mostrar que nós temos condição de continuar crescendo a nossa produção, respeitando o meio ambiente e prestando importantes serviços à preservação ambiental e ao clima no planeta”, pontuou.
Também foi apresentado por Mauro Mendes o programa Carbono Neutro MT, que tem como meta neutralizar a emissão de carbono das atividades econômicas de Mato Grosso até 2035, 15 anos antes da meta global.
O programa é alicerçado em 12 pilares que já tem sido colocados em ação: a manutenção do ativo florestal do estado, manejo florestal sustentável, regularização fundiária, melhorias na gestão de áreas protegidas, reflorestamentos comerciais, restauração de florestas, redução do risco de incêndios, manejo sustentável para a produção agropecuária, proteção de vegetação secundária em áreas de desmatamento legal, recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta, e produção e consumo de biocombustíveis.
“Mostramos a nossa política ambiental e a nossa estratégia para zerar a emissão de carbono da nossa economia até 2035, e queremos com isso valorizar a nossa produção. Nossa produção de algodão, de milho, de carne, e assim trazer mais recursos para continuar investindo na preservação ambiental, na agricultura familiar e nos nossos povos indígenas. Tudo isso precisa ser conhecido e reconhecido, para que esses serviços ambientais possam ser, em algum momento, remunerados a todos nós mato-grossenses”, finalizou.
Política
Eleições de 2026 têm menos de 2% de candidatos LGBTQIAPN+
Pela primeira vez nas eleições gerais, as estatísticas eleitorais feitas com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem os dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos. Os números divulgados até a tarde de terça-feira (18) revelam que, dos 20.575 candidatos registrados, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas.
Os números divulgados TSE revelam, ainda, um aumento no percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática com relação a 2022. O percentual de brancos, pretos e pardos registrou pequenas variações.
Os dados fazem parte das estatísticas de candidaturas disponíveis na página do TSE. Os números ainda não são definitivos e podem sofrer variações à medida que os pedidos de candidatura são avaliados pelo tribunal.
Declaração opcional
A inclusão dos campos de orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou em 2024, nas eleições municipais. Esta é a primeira vez que esse tipo de estatística aparece nas eleições gerais, para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, distrital e estadual.
A declaração é opcional. A maioria dos candidatos optou por declarar sua orientação, mas o número dos que não declararam ainda é próximo da metade. No total, 55,09% optaram por declarar e 44,91% de candidatos que optaram por não preencher esses dados. Já a informação sobre a identidade de gênero foi compartilhada por 57,75% dos candidatos, contra 42,25% que não quiseram informar.
Entre os candidatos que declararam orientação sexual, 3,58% são LGBTQIAPN+. Quando considerado o número total de candidatos da eleição geral de 2026, de 20.575 registrados, o percentual de candidatos LGBTQIAPN+ cai para 1,93%

Já os que se identificam como transgênero representam 0,89% dos candidatos que optaram por preencher esse dado. Quando considerado o total de candidaturas, 20.575, o percentual de candidatos trans cai para 0,51%. O total de candidatos que declararam nome social é de 53 pessoas.

No recorte racial, os percentuais de 2026 ficaram parecidos com os da última eleição geral. Os brancos ainda são maioria e somam 48,82 % do total de candidatos. O percentual de pardos (36,11%) e de pretos (13,62%) registrou leve variação negativa, enquanto o percentual de indígenas aumentou 0,64% para 0,93%. A variação, de 0,29 ponto percentual, representa um aumento de 45%. Já entre os que, segundo o TSE, se declararam amarelos, o índice subiu 26%.

O número de pessoas com deficiência que se candidataram a um cargo nas eleições de 2026 também aumentou com relação ao pleito de 2022. Na eleição passada, esse número era de 476 candidatos, que representavam 1,62% do total. Agora são 499 pessoas com deficiência na disputa, que representam 2,42% do total de candidatos. O crescimento no índice foi de 0,8 ponto percentual, o que equivale a 49%.
Dos 499 candidatos com deficiência que concorrem nas eleições de 2026, a maior parte é de pessoas com deficiência física, 39,7%. Em seguida, vêm os candidatos com deficiência visual (21,7%), autismo (14,2%), deficiência auditiva (10,89%). O restante, com outras deficiências, soma 14% do total.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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