Política
Montado em cavalo, Bolsonaro cumprimenta apoiadores em manifestação pró-governo
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BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro desembarcou na Esplanada dos Ministérios e, sem usar máscara, cumprimentou apoiadores que estão em frente ao Palácio do Planalto participando de manifestação neste domingo, 31. Ele estava acompanhado pelo filho Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro.
Na manifestação, prevalecem as críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns manifestantes empunharam uma faixa pedindo “intervenção militar”. Há ainda uma bandeira que pede “intervenção no STF”.
O STF tem sido alvo de ataques por parte de Bolsonaro e seus apoiadores após a Corte ter autorizado o cumprimento de mandados de busca e apreensão tendo como alvo bolsonaristas. Eles são investigados no inquérito das “fake news”.
Em frente ao Planalto, Bolsonaro trocou apertos de mão com os manifestantes, que estão aglomerados em uma grade de proteção montada em frente ao Palácio. Ele percorreu a extensão da grade, posou para fotos e pegou crianças no colo.
O uso de máscaras é obrigatório em locais públicos no Distrito Federal desde 30 de abril. Grande parte dos manifestantes utilizam a máscara, mas há também pessoas que, assim como o presidente, dispensaram a proteção.
Além disso, autoridades sanitárias recomendam o distanciamento social como forma de conter o avanço do novo coronavírus no País. Isso inclui evitar abraços, apertos de mão e aglomerações.
Um dia após ultrapassar a Espanha, o Brasil superou ontem a França em número de mortes pelo novo coronavírus e agora é o quarto país no mundo com a maior quantidade de óbitos pela doença. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, os franceses registram 28.774 mortes. Já o Brasil acumula o saldo total de 28.834, já incluídos os 956 óbitos registrados nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade é de 5,8%, ou 13,7 mortes a cada 100 mil habitantes.
Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada a bordo de um helicóptero e sobrevoou a Esplanada por cerca de 15 minutos. Depois, o helicóptero pousou próximo ao Palácio do Planalto, e o presidente seguiu a pé até onde estavam os manifestantes.
Após cumprimentar os apoiadores que se aglomeravam ao longo da grade, ele montou em um cavalo da cavalaria da Polícia Militar e percorreu novamente o local antes de retornar à residência oficial.
Antes da chegada de Bolsonaro à manifestação. Um grupo entoou gritos de ordem contra o STF em frente à Corte. “STF, preste atenção, sua toga vai virar pano de chão”, diziam. Também há faixas dizendo “abaixo à ditadura do STF”.
Na última quarta-feira, 27, a Polícia Federal cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão contra bolsonaristas por divulgação de “fake news”. A ordem foi dada pelo STF no âmbito do inquérito que investiga a divulgação dessas notícias falsas.
Um dos investigados, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), participa do ato na capital federal. Ele e um grupo de apoiadores vestindo camiseta do “movimento conservador” entoaram um grito de ordem contra o STF. “Supremo é o povo”, bradaram.
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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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