Biênio 2025-2026

Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá é composta integralmente por mulheres

A nova Mesa Diretora, formada exclusivamente por mulheres, foi eleita com 19 votos a favor, 6 abstenções e 2 faltas

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Política

Foto: Reprodução/Instragram

Nesta última quarta-feira (1º), 16 vereadores reeleitos e 11 novos vereadores tomaram posse na Câmara Municipal de Cuiabá. A nova Mesa Diretora, formada exclusivamente por mulheres, foi eleita com 19 votos a favor, 6 abstenções e 2 faltas, marcando um feito inédito no município.

A Mesa Diretora do Biênio 2025-2026 da Câmara Municipal de Cuiabá foi composta por Paula Calil (PL) como presidente, Maysa Leão (Republicanos) como vice-presidente, Michelly Alencar (União) como segunda-vice-presidente, Katiuscia Manteli (PSB) como primeira-secretária e Drª Mara (Podemos) como segunda-secretária. Paula Calil se torna a terceira mulher a ocupar a presidência do legislativo municipal, posição que antes foi ocupada por Ana Maria do Couto (1963-1966) e Chica Nunes (2005-2006).

“Vamos seguir rigorosamente o regimento interno e ter uma Câmara Municipal com total independência à frente ao Poder Executivo, garantindo que cada vereador possa tomar sua posição política, de ser base, independente ou oposição e ter com essa tranquilidade que todas as suas prerrogativas serão defendidas e que ele não será punido por exercer direitos assegurados em lei. A Mesa Diretora tem que estar pronta para trabalhar para todos os vereadores e vocês podem ter certeza de que faremos uma gestão de resultados que exigem compromisso, competência e transparência”, discursou Paula Calil.

Maysa Leão, vice-presidente, destacou a responsabilidade de liderar uma mesa diretora totalmente feminina pela primeira vez.

“Somos a primeira capital do Brasil a ter uma mesa diretora 100% feminina, e isso é muito significativo. Estamos aqui hoje graças aos votos de vocês e à construção de um projeto no qual destaco a resiliência da nossa presidente Paula Calil, por não ter desistido dessa ideia”, afirmou a vice-presidente.

A segunda-vice-presidente, Michelly Alencar, afirmou que, além das pautas sociais, a nova gestão também priorizará o diálogo com a população e a transparência no uso dos recursos públicos.

“O nosso compromisso é com cada um dos senhores (vereadores eleitos). Vamos entregar o melhor resultado, fortalecer essa Casa, porque Cuiabá precisa de uma Câmara forte, diante dos inúmeros desafios que enfrentamos”, explicou a legisladora.
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Projeto garante remarcação e desistência de passagens sem multa

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O Projeto de Lei 569/26 assegura ao consumidor, em viagens dentro do Brasil, o direito de remarcar ou desistir de passagens de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário sem cobrança de taxas, multas ou penalidades.

Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, a remarcação poderá ser feita até 24 horas antes do embarque. O consumidor terá que pagar apenas a eventual diferença entre a tarifa comprada e a disponível no momento da troca.

Reembolso
Apresentado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), o texto também garante ao passageiro o direito de desistir da viagem até 72 horas antes do embarque, com restituição integral do valor pago. O reembolso deverá ser feito em até sete dias.

“O objetivo é assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo no transporte de passageiros, garantindo direitos mínimos de remarcação e de desistência sem a imposição de taxas ou de penalidades abusivas”, disse o parlamentar.

Regras para empresas
O projeto proíbe as empresas de impor cláusulas que:

  • restrinjam o direito de remarcação;
  • cobrem taxa ou multa dentro do prazo legal;
  • condicionem a troca da passagem à compra de serviços adicionais não pedidos pelo consumidor.

Válido para todas as tarifas
A proposta também determina que os direitos valerão para todas as modalidades de tarifa, inclusive promocionais, e para passagens compradas em programas de fidelidade ou com outros benefícios concedidos pelo transportador.

O texto prevê ainda que cláusulas contratuais, regulamentos ou práticas comerciais que limitem esses direitos serão nulos.

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa e até suspensão temporária de atividade.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein



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