IMUNIZA MAIS MT
Mauro Mendes e Gilberto Figueiredo lançam o Programa Imuniza Mais MT
Programa estadual envolve uma série de ações relacionadas à ampla cobertura vacinal contra a Covid-19 e Influenza
Política
O governador Mauro Mendes e o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, lançaram hoje (21) à tarde, no Palácio Alencastro, o Programa Imuniza Mais MT. Trata-se de um dispositivo governamental que abrange uma série de ações voltadas a fortalecer o processo de imunização da população mato-grossense contra a Covid-19 e o vírus da gripe Influenza.
O governador enfatizou a urgência de serem adotadas todas as barreiras possíveis para dificultar o ingresso e expansão desses vírus no Estado. “Não apenas o do vírus causador da Covid-19, que tem sido a maior preocupação em voga no país e mundo afora, mas também o da Influenza, gripe que já culminou em muitos óbitos. Imunizar é o caminho ideal. O Imuniza Mais MT representa instrumento contundente para evitar que tais doenças ganhem terreno no nosso Estado. É pela vacinação que a imunização contra as doenças acontece. Tem sido assim ao longo da história da humanidade, é fato”.

Foto: Secom-MT
Na palestra de abertura técnica sobre o programa, o secretário Gilberto Figueiredo endossou as palavras do governador. Figueiredo disse que o programa Imuniza Mais MT – projeto idealizado no início da atual gestão – era para ser lançado há um ano atrás, mas a pandemia acarretou atraso. Ainda citou os largos benefícios oriundos de um processo de imunização em massa, recordando a época em que o mundo se viu refém da varíola e outras doenças letais, soerguendo-se altivo graças às vacinas.
“Foi quando as vacinas se tornaram o elo salvador, culminando na erradicação de muitas doenças. Antigamente, a poliomielite, tuberculose, febre amarela, etc., significavam morte. Questiona-se hoje, é incrível, muito sobre qual vacina da Covid-19 é a melhor, a mais eficaz. Mas, alguém aí se lembra qual vacina tomou para ser imunizado contra essas doenças tão temidas antigamente?” – inquiriu o titular da Saúde.
Gilberto ainda salientou, como exemplo, que a vacina contra a varíola foi descoberta há 225 anos atrás, passando a ser produzida somente em 1961 no território brasileiro. “A eficácia do processo de vacinação é incontestável, ainda que alguns contestem isso em relação às vacinas desenvolvidas contra a covid-19. A da varíola tinha uma taxa de letalidade próxima de 30%, enquanto a da covid-19 é de 6,5%, em média. De lá pra cá, é a grande realidade, nosso país preconizou o lançamento de várias campanhas vacinais com sucesso, momento em que suas doenças mais temidas foram erradicadas. Suspira-se hoje com total alívio, se relembrarmos o caos causados pelas doenças de então”.
BRASIL NÃO VALORIZA MUITO HOJE AS VACINAS
O secretário de Saúde lamentou que essa cultura depreciativa ao longo dos anos sobre a eficácia das vacinas implique em baixa de imunização gradual também em Mato Grosso, realidade idêntica em vários setores territoriais do país. “Em 2021, segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 12 municípios atingiram um bom desempenho vacinal. Essa é uma situação bem ruim, visto que vamos experimentar, nos próximos anos, mais desafios, com o surgimento de outras doenças, vírus igualmente desafiadores. Imunização é a palavra-chave para se ter maior segurança”.
O Programa Imuniza Mais MT, finalizou, prevê alguns destes possíveis entraves futuros e estabelece providencial aparelhamento para o combate frequente que a Saúde sempre realiza em prol de melhor saúde da população. “No geral, é um programa que vai suprir deficiências gerais enfrentadas pelas unidades de saúde nos municípios, promovendo estruturação geral: reforma, ampliação e também construção de polos modernizados. Os municípios que atingirem suas metas de imunização receberão prêmios. Dividimos os municípios de MT em seis grupos populacionais, que competirão entre si. O primeiro prêmio é de R$ 2.07 milhões para quem alcançar as metas de campanha contra a Covid-19 e Influenza. A premiação vai ser de acordo com o porte populacional dos municípios”.
Política
Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG
O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.
Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.
A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.
Denúncia menciona possível plano contra a prefeita
O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.
Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.
As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.
A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.
O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.
Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.
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