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MAURO MENDES DEFENDE O AGRONEGÓCIO COMO POTÊNCIA BRASILEIRA EM CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

Mauro destacou a importância do agronegócio para a economia nacional, enfatizando o papel de Mato Grosso como estado líder nesse setor

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Política

Foto: Reprodução/Instagram

Na manhã desta terça-feira (29), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participou da LIDE Brazil Conference, realizada no The Savoy Hotel, em Londres. Durante o evento, ele apresentou uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do agronegócio brasileiro e os desafios de sustentabilidade que o setor enfrenta. O painel, intitulado “Sustentabilidade Ambiental e Desenvolvimento do Agronegócio no Brasil”, contou com a presença de líderes e especialistas de diversas áreas, como o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e Mariana Lisbôa, diretora global de Relações Corporativas da Suzano. A moderação ficou a cargo da jornalista Raquel Landim e da ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que conduziram uma discussão sobre o papel do Brasil na produção de alimentos e as questões ambientais associadas ao agronegócio.

Mauro destacou a importância do agronegócio para a economia nacional, enfatizando o papel de Mato Grosso como estado líder nesse setor. “Estamos aqui para discutir o agronegócio brasileiro e a sustentabilidade, tanto em um contexto global quanto nacional. É essencial reconhecer a importância que meu estado, Mato Grosso, desempenha nesse cenário”, afirmou.

Em uma comparação histórica, o governador evidenciou a transformação do Brasil, que, em poucas décadas, passou de importador de alimentos a um dos maiores exportadores globais. Ele lembrou que, por muitos anos, o país foi conhecido como “o país do futebol”, mas esse protagonismo se deslocou para o setor agrícola. “O Brasil era reconhecido pelo futebol, dominando a cena mundial até os anos 90. Contudo, enquanto perdíamos espaço no esporte, conseguimos, em 40 anos, passar de importador líquido de alimentos para nos tornarmos o maior exportador de alimentos do planeta”, disse, atribuindo parte desse sucesso à Embrapa e à inovação no cultivo do Cerrado.

Mendes também enfatizou que, apesar do avanço significativo do agronegócio, o setor ainda enfrenta sérias deficiências em infraestrutura. “O papel do Estado na provisão de infraestrutura não acompanhou a velocidade com que os empreendedores desbravaram e desenvolveram nosso país”, observou.

O governador mencionou duas iniciativas emblemáticas de seu governo: a duplicação de 850 quilômetros de uma rodovia federal, que foi assumida pelo estado devido a falhas da iniciativa privada, e a extensão de uma ferrovia pela empresa Rumo, que se expande para atender às demandas logísticas no sul do estado. “A infraestrutura é um gargalo para nosso desenvolvimento. Essas obras são exemplos de iniciativas estaduais que visam suprir uma carência nacional e são cruciais para o escoamento da nossa produção e competitividade no mercado global”, afirmou.

Ele abordou ainda as ilegalidades ambientais como um dos principais obstáculos à imagem e à expansão sustentável do agronegócio brasileiro. “Temos uma das legislações ambientais mais protetivas do planeta, mas convivemos há muitos anos com o problema do desmatamento ilegal. Isso, aliado a narrativas internacionais que denigrem nosso país, cria um cenário de risco para o agronegócio”, alertou. Mendes também destacou a falta de capacidade de armazenagem como um desafio estrutural significativo, sugerindo a necessidade de políticas públicas robustas para enfrentar essa deficiência.

O governador ressaltou que Mato Grosso já implementa a sustentabilidade em larga escala e possui planos de expansão que não comprometem o meio ambiente. “Com 60% do território preservado, nosso estado é o maior produtor agrícola do Brasil. Se fôssemos um país, seríamos o oitavo maior produtor de alimentos do mundo, com uma safra que pode dobrar nos próximos dez anos sem desmatamento adicional”, afirmou.

Mendes também destacou a diversificação das produções no estado, incluindo a agricultura familiar, que tem avançado com o cultivo de café. “Essa diversidade demonstra a capacidade de Mato Grosso de responder à demanda global de alimentos de forma sustentável”, disse.

Ao discutir as projeções demográficas, o governador apontou que, até 2070, Mato Grosso será o único estado brasileiro a apresentar crescimento populacional significativo, impulsionado pelo desenvolvimento do agronegócio e pelos investimentos em infraestrutura. Para consolidar essa visão de crescimento, o governo do estado lançou um pacote de concessões rodoviárias que abrange mais de 2.000 quilômetros, em parceria com a iniciativa privada. Ele também anunciou a intenção de levar esses projetos para a BR-163, visando atrair mais investimentos para fortalecer a infraestrutura e apoiar o setor agropecuário.

Mauro criticou o consumo recorde de carvão em 2023, enfatizando a responsabilidade global na mitigação das mudanças climáticas e o papel do Brasil como líder na preservação ambiental. “A sustentabilidade é uma responsabilidade compartilhada. Os países desenvolvidos precisam fazer a sua parte, enquanto o Brasil, que já preserva tanto, continua comprometido com a produção sustentável”, declarou.

O governador concluiu sua participação alertando sobre a importância de resolver as questões internas para garantir que o agronegócio permaneça competitivo e sustentável. Ele afirmou: “Se fizermos a nossa lição de casa e enfrentarmos esses desafios com seriedade, o agronegócio brasileiro pode evitar o declínio que observamos em outros setores, como o futebol.”

A apresentação do governador foi uma defesa contundente do potencial do Brasil como potência agrícola, fazendo um apelo à ação coordenada entre os setores público e privado para superar os obstáculos que ainda persistem rumo à sustentabilidade e ao crescimento econômico.

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Projeto garante remarcação e desistência de passagens sem multa

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O Projeto de Lei 569/26 assegura ao consumidor, em viagens dentro do Brasil, o direito de remarcar ou desistir de passagens de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário sem cobrança de taxas, multas ou penalidades.

Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, a remarcação poderá ser feita até 24 horas antes do embarque. O consumidor terá que pagar apenas a eventual diferença entre a tarifa comprada e a disponível no momento da troca.

Reembolso
Apresentado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), o texto também garante ao passageiro o direito de desistir da viagem até 72 horas antes do embarque, com restituição integral do valor pago. O reembolso deverá ser feito em até sete dias.

“O objetivo é assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo no transporte de passageiros, garantindo direitos mínimos de remarcação e de desistência sem a imposição de taxas ou de penalidades abusivas”, disse o parlamentar.

Regras para empresas
O projeto proíbe as empresas de impor cláusulas que:

  • restrinjam o direito de remarcação;
  • cobrem taxa ou multa dentro do prazo legal;
  • condicionem a troca da passagem à compra de serviços adicionais não pedidos pelo consumidor.

Válido para todas as tarifas
A proposta também determina que os direitos valerão para todas as modalidades de tarifa, inclusive promocionais, e para passagens compradas em programas de fidelidade ou com outros benefícios concedidos pelo transportador.

O texto prevê ainda que cláusulas contratuais, regulamentos ou práticas comerciais que limitem esses direitos serão nulos.

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa e até suspensão temporária de atividade.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein



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