EDUCAÇÃO ESTADUAL
MAURO MENDES AUTORIZA LEI QUE AMPLIA ESCOLAS MILITARES EM MATO GROSSO
O programa foi aprovado pelos deputados no fim do ano passado
Política
O governador Mauro Mendes (União) criou condições para que o modelo de escolas cívico-militares seja ampliado em Mato Grosso, sancionando a lei que amplia as escolas cívico-militares no Estado. O texto foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (9).
O programa foi aprovado pelos deputados no fim do ano passado, mediante críticas de alguns membros da bancada de oposição. Por outro lado, parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comemoram a sanção da matéria, que era defendida pelo ex-presidente em nível nacional.
“É um avanço para educação do nosso estado. O modelo cívico-militar é bem-sucedido e possibilita a inclusão da disciplina, seriedade e hierarquia na rotina de estudo dos alunos, gerando resultados positivos conhecidos pela população”, disse o deputado Cláudio Ferreira (PL) ao lembrar que escolas que aderem à medida costumam ser as mais procuradas para matrículas.
O programa em questão visa converter escolas civis em escolas cívico-militares e dá continuidade na política criada durante o governo Bolsonaro. Isso porque, em julho do ano passado, o presidente Lula (PT) mandou encerrar o programa, onde Mato Grosso tinha 7 unidades, inclusive a Escola Professora Maria Dimpina Lobo Duarte, na Capital. Além dela, outras 4 seriam formatadas em Rondonópolis, Cáceres, Barra do Garças e Várzea Grande.
Em meio à polêmica, a Secretaria Estadual de Educação rebateu afirmando que a rede de professores e a parte pedagógica, é igual a de uma escola regular. E com este novo modelo de escola cívico-militar, não terá mais necessidade de se fazer um processo seletivo, aumentando as vagas para as famílias que tenham interesse em matricular seus filhos.
Política
Saiba como acompanhar a atuação dos deputados e apresentar suas demandas à ALMT
A participação do cidadão na política não deve terminar quando as eleições acabam. Acompanhar o trabalho dos representantes eleitos durante os quatro anos de mandato parlamentar também faz parte da democracia. Saber o que um deputado estadual pode e não pode fazer, como ele vota projetos de interesse da sociedade e conhecer a atuação dele nos debates sobre assuntos que afetam a vida do povo são alguns dos meios de participar ativamente do processo democrático.
Para que a população possa se informar, cobrar e participar diretamente das decisões políticas no estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) disponibiliza diversos canais oficiais. Site, redes sociais, rádio e televisão reforçam o atual sistema de comunicação pública da instituição, que tem como foco o engajamento do cidadão no acompanhamento dos trabalhos e nos debates parlamentares.
Além de notícias sobre o dia a dia do Parlamento estadual, pelo portal institucional é possível ter acesso a serviços e a informações sobre projetos em tramitação e legislação, publicações do Diário Oficial Eletrônico, Portal Transparência e setores internos, como a Ouvidoria-Geral. No menu Parlamento, ficam disponíveis documentos parlamentares, as pautas de discussão e atas das sessões plenárias e dados sobre as comissões permanentes, câmaras setoriais temáticas e frentes parlamentares.
Para o consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, os meios de comunicação oficiais atualmente disponíveis são a melhor forma de a população se informar e participar das atividades legislativas.
“O melhor meio de acompanhar os trabalhos do parlamentar é pela rede de comunicação da Casa, que tem um cardápio fantástico no site, na TV Assembleia, na Rádio Assembleia e nas redes sociais, onde o cidadão pode seguir o trabalho e cobrar diretamente o deputado”, ressalta.
Com relação ao site, Barros destaca a área da Secretaria de Serviços Legislativos, que reúne todas as informações e documentos sobre o processo legislativo. Por essa ferramenta, é possível conhecer e entender a organização e o funcionamento do Parlamento estadual. Propostas, leis, atas de audiências públicas e de sessões plenárias e publicações como o Guia do Processo Legislativo e o Glossário Legislativo são alguns dos itens que podem ser acessados pelo público.
Outra importante forma de participação popular é acompanhar presencialmente a rotina de trabalho dos deputados. Todas as reuniões de comissões (inclusive CPI), câmaras temáticas, frentes parlamentares e sessões são abertas ao público na sede do Parlamento estadual, em Cuiabá, com datas e horários divulgados previamente na Agenda da ALMT. Muitas sessões e audiências públicas são levadas também para os municípios do interior, geralmente para discutir assuntos que afetam diretamente a comunidade local.
Segundo Barros, entre outros eventos que envolvem diretamente o povo, a audiência pública é muito importante para a população expor aos deputados a sua vontade, o que ela pensa sobre determinado tema.
“A ALMT realiza centenas de audiências públicas por ano, pelas comissões, muitas delas diretamente nos municípios. É a oportunidade de a população se manifestar e apresentar aos seus representantes as suas vontades, os seus problemas, o que ela deseja para melhorar, o que está acontecendo de bom ou ruim. É o momento em que a sociedade pode chegar próximo de seus representantes para esclarecer algumas situações e, de certa maneira, até interferir no processo legislativo”, afirma.
De acordo com o consultor, muitas boas ideias que levam a modificação nas leis surgem desse contato próximo entre o cidadão e seu representante. O parlamentar, segundo ele, pode fazer a conexão entre a vontade popular e a técnica legislativa.
“Parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que é pinçado da sociedade por meio do voto e vai ter a dedicação exclusiva durante quatro anos para poder se debruçar sobre vários temas que o cidadão, por conta do trabalho e de outras funções, não consegue. A democracia representativa é isso, ter essa dedicação para ouvir os técnicos, o governo, o setor empresarial, os trabalhadores, os servidores públicos, e formar um convencimento. O parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que foi eleito para ter essa missão e durante quatro anos poder representar a todos”, conclui Barros.
Fonte: ALMT – MT
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