Desrespeito

Júlio critica a exclusão das cores branco e vermelho da identidade visual de VG

“Não posso me calar neste momento […] fui prefeito de Várzea Grande de 1973 à 77, quando a câmara instituiu o brasão e a bandeira por concurso daquela época”, explicou Júlio

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Foto: Ângelo Varella AL MT

A nova logomarca da Prefeitura de Várzea Grande, divulgada recentemente, gerou fortes críticas do deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), que questionou a exclusão das cores branco e vermelho, presentes na bandeira do município desde 1970. Para ele, a decisão da prefeita Flávia Moretti (PL) representa um desrespeito à história da cidade e à legislação local, uma vez que essas cores foram aprovadas pela Câmara Municipal em 1973, durante sua gestão como prefeito.

“Mudar as cores significa rasgar a história do município de Várzea Grande”, afirmou Júlio Campos, destacando a importância dos símbolos históricos da cidade. O deputado, que foi prefeito de Várzea Grande de 1973 a 1977, detalhou sua relação com a criação dos símbolos municipais, como o brasão e a bandeira, que foram estabelecidos por concurso público

Campos lembrou que a bandeira, o brasão e o hino de Várzea Grande foram estabelecidos por lei e por escolha popular, e por isso só poderiam ser alterados por meio de um novo projeto de lei. A Prefeitura, por sua vez, justificou a mudança dizendo que a nova identidade visual reflete a “nova era” da cidade, com as cores verde e amarelo sendo escolhidas para marcar o quadriênio 2025-2028.

“Não posso me calar neste momento […] fui prefeito de Várzea Grande de 1973 à 77, quando a câmara instituiu o brasão e a bandeira por concurso daquela época”, explicou

Campos também destacou que mudanças nos símbolos municipais, como o hino, a bandeira e o brasão, podem ser feitas, mas apenas com a aprovação de uma lei no poder legislativo.

 A mudança causou alvoroço entre políticos por serem cores que são fortemente associadas a manifestações bolsonaristas, o que pode indicar conotação política e de pessoalidade na nova logomarca.

 

 

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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