Emendas aprovadas
JAYME EMPLACA EMENDAS QUE CUIDAM DE PLANOS DE SAÚDE, APLICATIVOS, AGRONEGÓCIO, EXPORTAÇÕES ENTRE OUTROS
Jayme Campos alertou ainda que conseguiu fortalecer o setor agroindustrial de todo o Brasil, com a tributação diferenciada para insumos integrantes das cadeias produtivas.
Política
Mais de R$ 1 trilhão 440 bilhões de reais. Essa é uma expectativa em valores relativizado do impacto que as 11 emendas apresentadas pelo senador Jayme Campos (UB/MT) ao Projeto de Reforma Tributária aprovado pelos Senado da República e que foram acolhidas e agora serão apreciadas nesta semana pelos deputados federais.
“Acho fundamental e importante falar em impactos que beneficiarão a população em geral, os setores produtivos, a indústria, o agronegócio e os Estados e Municípios, mas o que considero mais essencial, é que todas as emendas por mim apresentadas e até as demais apresentadas por outros senadores, procuram fazer justiça social para todos, pois temos um país rico e próspero, mas que deixa milhões de pessoas a margem da sorte”, disse ele.
Jayme Campos lembrou que a Reforma Tributária visa corrigir distorções e rumos do Brasil que não pode apenas olhar os próprios problemas diante do mundo globalizado e as diferentes economias dos países, tanto que os impactos das medidas aprovadas sejam diluidas ao longo dos anos para que a população e principalmente os setores econômicos, como um todo, não sejam prejudicados e assimilem da melhor forma possível.
“Procurei olhar desde os problemas que afetam apenas uma pessoa até aqueles que afetam o conjunto de toda a sociedade, ponderando a diversidade que existe em um país de dimensões continentais. Um exemplo é a emenda que prevê a redução tributária para os Planos de Saúde impedindo a taxação dos mesmos, apontando que aproximadamente 54 milhões de pessoas hoje tem plano de saúde e outros 35 milhões tem planos odontológicos”, disse o senador Jayme Campos falando ainda sobre a emenda que assegura a não taxação da receita bruta de motoristas por aplicativo, criando um regime diferenciado para a categoria, lembrando que a renda de muitas famílias na atualidade vem do trabalho através de aplicativos, tanto para o marido como para a esposa.
No Brasil estima-se que existam cerca de 2 milhões de pessoas que trabalhem como motoristas de aplicativos e que se forem chefes ou fizerem parte de famílias representa dizer mais de 4 milhões direta e indiretamente dependendo deste trabalho para serem economicamente ativos.
Já o setor de Plano de Saúde que atende a milhões de pacientes, por outro lado assegura milhões de empregos seja de profissionais médicos, profissionais da enfermagem ou que auxiliam na mesma, centenas de milhares e laboratórios de exames, milhões de unidades hospitalares e clinicas e assim por diante, pois se você aquece o setor de saúde, aquece indiretamente laboratórios de medicamentos, clínicas de exames, farmácias e assim por diante.
Jayme Campos sinalizou que suas propostas visam resguardar direitos, impedir taxação, mas também pensando naqueles que diretamente dependem dos Governos Federal, Estadual e Municipal, pois os que podem recorrer a um plano de saúde deixa “em tese” de utilizar o SUS – Sistema Único de Saúde, que necessita de recursos para se manter e poder melhorar o atendimento realizado na rede pública.
“Na mesma proporção em que asseguramos maneiras das pessoas resguardarem seus planos de saúde ou não serem taxados quando exercem o trabalho de motoristas de aplicativos, nos preocupamos em impedir a taxação da cadeia de comercialização de combustíveis, que quando altera seu valor, interfere em todos os setores da economia nacional e no dia a dia das pessoas, pois aumenta indiretamente os alimentos, a geração de energia elétrica, o abastecimento de água, a produção agrícola, a vida das industrias, enfim tudo acaba afetado quando presenciamos um aumento no valor do combustível que tem sua base principal no valor do dólar, portanto, fugindo ao controle do Poder Público Federal”, sinalizou o senador por Mato Grosso.
Jayme Campos alertou ainda que conseguiu fortalecer o setor agroindustrial de todo o Brasil, com a tributação diferenciada para insumos integrantes das cadeias produtivas. Esses insumos são fundamentais para a produção de alimentos para consumo humano e animal, além de serem utilizados como matérias primas para a indústria farmacêutica e química, que dependem desses processos para desenvolver produtos sustentáveis.
“Não podemos esquecer que o agronegócio gera mais de 30 milhões de empregos diretos e outro tanto indiretamente e em 2023 foi responsável US$ 166,55 bilhões, o que representa dizer quase 1 trilhão de reais comercializado com diversos países do mundo, sem contar o que foi produzido e comercializado internamente no Brasil, ou seja, alimento para as pessoas e para os animais, então entendo que tudo que for visando melhorar o desempenho do setor produtivo do agronegócio representa melhorar a qualidade de vida das pessoas e dos animais, a economia do Brasil e sua participação na economia mundial”, sinalizou Jayme Campos.
O senador lembrou ainda que em outra emenda de sua autoria, acatada pelo relator da Reforma Tributária no Senado da República, senador Eduardo Braga (MDB/AM), foi a desoneração tributária para a produção de defensivos agrícolas, o que permitirá ao setor produtivo melhores condições para ampliar sua produção sem riscos de contaminação dos produtos ou ambientais.
Por fim, Jayme Campos que já foi governador de Mato Gross, prefeito de Várzea Grande e senador por dois mandatos, defendeu ainda outras emendas de suas autoria e que visam resguardar a transição que a reforma tributária promoverá na vida das pessoas, das industrias e dos entes públicos, Estados e Municípios e defendeu medidas para mitigar os impactos em relação as exportações que são a mola mestra fundamental do crescimento econômico do Brasil perante o mundo através do que aqui é produzido e comercializado com os demais países parceiros.
“Quatro emendas asseguram o tratamento fiscal diferenciado para transporte, armazenagem e logística de carga para fins de exportação; a isenção do Imposto Seletivo sobre as mercadorias importadas comercializadas por Lojas Francas, estabelecimentos localizados em portos e aeroportos alfandegados; a preservação da imunidade tributária conferida as exportações, garantindo que produtos destinados ao exterior não sejam onerados, evitando a cumulatividade dos tributos no setor e a não incidência do IBS e da CBS na importação temporária de bem sujeito ao pagamento de leasing (arrendamento) na aviação, são medidas que procuram tratar com isonomia uma das partes mais fundamentais de qualquer economia de uma Nação que é a exportação como um todo”, disse o senador por Mato Grosso.
Ele ressaltou que o Brasil entre janeiro até o final de novembro já havia acumulado em 2024 o somatório de US$ 312,27 bilhões em negócio o que representa R$ 1.873.620 trilhão em vendas, superando o que foi comercializado em 2023 que somou US$ 209.878,4 bilhões ou R$ 1.259.270 trilhão.…
Política
Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.
Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.
Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.
A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.
Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.
“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.
A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.
A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.
“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? “, questionou.
Prevenção e tratamento – Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.
Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.
“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.
A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.
“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.
O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.
Composição da CST:
Presidente: Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.
Relator: Delegado Bruno Lima Barcellos.
Secretária: Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.
Membros:
1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da
Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de
Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em
cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;
4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;
5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em
Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;
6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;
7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;
8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.
Fonte: ALMT – MT
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