Política
Indígenas são menos de 1% nas universidades em Mato Grosso
Política
Da Redação
Em Mato Grosso, 1,4% dos habitantes se declara como indígena. Entretanto, quando se analisa os matriculados no ensino superior e pós-graduação esses dados não são compatíveis, essa população corresponde a 0,47% do total, ou 794 estudantes.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no território mato-grossense 43 povos indígenas, com 42 mil habitantes no total.
A maior parte dos alunos após o ensino médio, segundo o Censo da Educação Superior 2018, são pardos, com 62 mil alunos ou 37,2% dos matriculados. Brancos são 31,9% no ensino superior, com 53 mil estudantes. Já os que se declaram pretos correspondem a 8,5% dos matriculados.
O Censo também mostrou que a maior parte desses alunos tem entre 25 e 29 anos, com 31 mil matrículas. Mesmo sendo minoria, no ano passado era 650 estudantes com menos de 18 anos e 119 com 65 anos ou mais.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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