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Governo investe R$ 140 milhões na construção de pontes de grande extensão para substituir balsas

Na região Araguaia, já está em construção a ponte sobre o Rio das Mortes, na MT-326, entre Cocalinho e Nova Nazaré.

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Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), investe R$ 140 milhões na construção de pontes de concreto de grande extensão em substituição às balsas, utilizadas na travessia de rios em Mato Grosso.

As obras vão assegurar a melhoria da infraestrutura e logística das rodovias, além da trafegabilidade com segurança, e atendem a um pedido antigo daqueles que necessitam fazer a travessia.

Na região Araguaia, já está em construção a ponte sobre o Rio das Mortes, na MT-326, entre Cocalinho e Nova Nazaré.  A ponte em balanço sucessivo terá 484 metros e essa obra já está em estágio bastante avançado, com o lançamento de vigas da ponte no lado do município de Cocalinho. Ao todo, serão investidos R$ 51,1 milhões nessa obra, que será concluída em abril do próximo ano.

Essa ponte vai garantir maior fluidez na chamada “Rodovia do Calcário”, que interliga vários municípios do Araguaia, e sua construção tem sido bastante celebrada pelos moradores da região, que terão a interligação direta das cidades por asfalto, já que também está em andamento a pavimentação da MT-326.

Já na região Norte, o Governo constrói a ponte sobre o Rio Teles Pires, na MT-325, em Alta Floresta. A ponte terá uma extensão de 546 metros e são investidos R$ 22 milhões nessa obra. Atualmente são executados os serviços preliminares e a previsão é de conclusão em 2024.

Na mesma região, a maior ponte a ser construída está localizada na MT-419, sobre o Rio Teles Pires, na divisa entre Carlinda e Novo Mundo, na região Norte do Estado. A ordem de início das obras será emitida ainda neste mês e a construção da ponte prevê uma extensão de 693 metros. O investimento estimado somente para essa obra é de R$ 67 milhões.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a construção dessas pontes para substituir as balsas vai transformar a realidade de Mato Grosso.

São obras que vão garantir trafegabilidade e segurança, além de diminuir os obstáculos ao desenvolvimento do Estado, já que interferem diretamente no direito de ir e vir do cidadão, bem como no transporte e escoamento da produção do agronegócio. Ao todo ainda existem 21 balsas em operação nas rodovias estaduais em várias regiões de Mato Grosso.

“Sem as pontes, a espera para fazer uma simples travessia demora dias e a fila de veículos aguardando chega a quilômetros de extensão. Essa situação irá mudar com a construção das pontes, que são importantíssimas para garantir o fluxo contínuo de veículos, sem nenhuma parada. Este é um governo diferenciado, que está olhando para as necessidades de infraestrutura e logística em todas as regiões e está atendendo as promessas e pedidos antigos em relação a essas obras”, disse.

Obra retomada

Além das pontes que vão substituir as balsas no interior do estado, o governo investe em obras para melhorar a infraestrutura dentro da região metropolitana de Cuiabá. Um exemplo é a ponte de concreto em balanço sucessivo sobre Rio Cuiabá, entre os municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

A ponte vai ligar os bairros Parque Atalaia, em Cuiabá, e Parque do Lago, em Várzea Grande, e terá uma extensão de 392 metros. A obra foi retomada pela atual gestão do governo após ficar paralisada por mais de quatro anos. Hoje, a obra, que terá um investimento de R$ 40 milhões, já está com 70% dos serviços executados. A previsão é de conclusão em março de 2022.

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Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS

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O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.

O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.

O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.

O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.

Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.

O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira



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