Interior do Estado

Governo de MT envia doações para famílias atingidas por enchentes no Rio Branco e Salto do Céu

Equipes da Defesa Civil já estão atendendo os municípios realizando o levantamento de danos e mapeamento das áreas de risco

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Política

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Nesta quarta-feira (15) o Governo de Mato Grosso enviou materiais e donativos para auxílio às famílias afetadas pelas enchentes que atingiram os municípios de Rio Branco e Salto do Céu na última terça-feira (14). Conforme o levantamento da Defesa Civil junto aos municípios, 170 famílias foram atingidas pelas chuvas, sendo 155 em Rio Branco e 15 em Salto do Céu.

“O governador Mauro Mendes determinou que prestássemos toda a ajuda necessária aos municípios afetados pelas chuvas intensas, e estamos enviando dois caminhões com doações para atender as famílias que foram diretamente atingidas pelas enchentes nesses municípios. O Governo do Estado está pronto para auxiliar no que for preciso”, afirmou o superintendente de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel BM Luís Cláudio Pereira da Cruz.

Por meio da Defesa Civil, serão entregues 120 kits dormitório (travesseiro, lençol, fronha), 120 colchões, 100 caixas d’água e 1,5 tonelada de roupas. Nos próximos dias, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) também fará a entrega de kits de alimentos e de higiene.

Duas equipes da Defesa Civil já estão atendendo os municípios de Rio Branco e Salto do Céu desde terça-feira (14), realizando o levantamento de danos e mapeamento das áreas de risco.

Já nesta quarta-feira (15) , além das entregas das doações aos municípios, o Governo do Estado realiza uma reunião no gabinete de crise em Rio Branco, com representantes da Prefeitura, Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Também devem participar representantes das Secretarias de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e de Meio Ambiente (Sema).

De acordo com o superintendente de Defesa Civil, o objetivo é verificar as necessidades levantadas pelos municípios da região, como danos em pontes e estradas, e fazer um mapeamento de rotas alternativas para a população.

A Defesa Civil ainda vai auxiliar os municípios na decretação de situação de emergência e solicitação de homologação estadual e federal.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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