Tecnologia e Inovação

Governo de MT apoia hackathon internacional realizado pela Nasa

Projeto objetiva solucionar problemas de impacto mundial

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Foto: divulgação Secom-MT

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci-MT), por meio da Superintendência de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação, apoiará o ‘NASA International Space Apps Challenge’, o maior hackathon do mundo, que acontecerá no final de semana dos dias 2 e 3 de outubro em formato virtual. As inscrições estão abertas e poderão ser feitas até o dia 2 AQUI.

O evento que está no 10º ano é organizado pela Agência Espacial Americana, em parceria com outras 9 agências, incluindo a Agência Espacial Brasileira. As transmissões serão realizadas simultaneamente em mais de 80 países, incluindo o Brasil.

A superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Lectícia Figueiredo, explica que participação no desafio é totalmente gratuita e, em Cuiabá, o evento conta com a participação de mentores e jurados do ecossistema de inovação do Estado.

“Cuiabá não poderia ficar de fora dessa maratona incrível, então a Seciteci com o apoio do MT Ciências e do Parque Tecnológico, em parceria com a comunidade Legal Hackers Cuiabá, apoiará o evento com suporte aos participantes e premiações aos times vencedores. Portanto a expectative é que mais equipes participem”, falou.

A bióloga Camila Barbosa, que integra a equipe do MT Ciências, ressalta a importância deste evento para a popularização da ciência no Estado.

“Ter essa maratona de inovação acontecendo aqui em Cuiabá favorece o aprendizado da cultura do empreendedorismo e também o desenvolvimento local, pois esses tipos de eventos favorecem a criação de novos negócios na cidade e no Estado”, diz.

Serão 48h para resolver de forma colaborativa, utilizando dados abertos da NASA e das agências espaciais, grandes desafios para problemas de impacto na Terra e no espaço. Estes desafios foram divulgados na página global do evento AQUI.

O Space Apps foi desenvolvido pela incubadora de inovação da Agência Espacial Americana, a NASA, e para esta edição, mais de 15 cidades no Brasil se uniram com a missão de fomentar o empreendedorismo, ciência e inovação aberta para contribuir para a transformação da educação, formando assim a comunidade Space Labs.

Com o envolvimento de instituições de ensino, instituições de fomento à inovação e empresas líderes na área de tecnologia e inovação, a comunidade busca facilitar a visibilidade e o acesso a grandes oportunidades mundiais para os talentos brasileiros, além de proporcionar a todos os participantes uma experiência única e transformadora.

O desafio é para estudantes, cientistas, designers, storytellers, engenheiros, físicos, artistas e pessoas movidas pela curiosidade e com disposição para resolver problemas. Quanto maior a diversidade, mais relevante será a comunidade e as soluções criadas.

É com o envolvimento de instituições de ensino, instituições de fomento à inovação e empresas líderes na área de tecnologia e inovação, que a comunidade busca facilitar a visibilidade e o acesso a grandes oportunidades mundiais para os talentos brasileiros, além de proporcionar a todos os participantes uma experiência única e transformadora.

Desafios:

A primeira decisão do participante é definir qual desafio pretende compreender melhor para propor uma solução e para isso poderá criar seu próprio projeto, atrair ou buscar participantes com competências complementares ou mesmo buscar por projetos que já tenham equipe e assim colaborar com os diversos papeis que exigem o trabalho em equipe.

Os participantes têm a possibilidade de trabalhar com Inteligência Artificial, Aprendizado de Máquina, Aplicativos, Organização de Dados, Jogos, Aplicações Científicas e Espaciais, dentre outras tecnologias e maneiras inovadoras de usar a criatividade e uso colaborativo de dados para criar soluções de impacto, testando hipóteses para problemas que afetam a humanidade.

Premiação:

As equipes apresentam o seu projeto para um comitê local, onde são selecionados até 3 projetos por cidade. Os vencedores concorrem na etapa global e serão avaliados pela banca de experts da NASA.

Os melhores projetos recebem a premiação global de assistir nos Estados Unidos ao lançamento de um foguete e apresentar o seu projeto na NASA.

No Brasil:

O Brasil vem tendo ótimos resultados em edições anteriores. Em 2020, estudantes de Campinas e Limeira tiveram destaque mundial. Dentre 26.165 participantes em 80 países, o projeto Where’s Carbon sobre redução da emissão de carbono, pertencente à equipe Tech Footprint, foi finalista global e o único em todo o Brasil a receber menção honrosa global neste desafio.

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Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço

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Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.

A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.

Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos; além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos ministériosda Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.

O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.

Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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