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GOVERNADOR INDICA QUE NÃO APOIARÁ LÚDIO CONTRA ABILIO: ‘DIFICULDADE EM SE ALIAR À ESQUERDA’

Mauro justificou sua posição, destacando que sempre manteve um alinhamento com a centro-direita em Mato Grosso

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Foto-Mayke-Toscano-SEcom

O governador Mauro Mendes (UNIÃO) indicou nesta quinta-feira (10), em Sinop, que não apoiará o candidato Lúdio Cabral (PT) no segundo turno das eleições para a Prefeitura de Cuiabá. Cabral disputa com Abilio Brunini (PL), após ambos superarem o candidato de Mauro, Eduardo Botelho (UNIÃO), que ficou em terceiro lugar e está fora da disputa do próximo dia 27 de outubro.

Ao ser questionado sobre qual candidato receberá seu apoio, o governador afirmou estar refletindo, mas adiantou que dificilmente apoiará Lúdio Cabral. Ele justificou sua posição, destacando que sempre manteve um alinhamento com a centro-direita em Mato Grosso.

“Eu ainda estou fazendo [essa] reflexão, mas eu vejo que é muito difícil [apoiar Lúdio Cabra]. Eu sempre tive aqui no Mato Grosso uma posição de centro-direita. É muito difícil a gente ter uma união com a esquerda, com todo o respeito que eu possa ter com as pessoas e eu procuro tratar a todos de forma muito respeitosa porque eu governo para todos os mato-grossenses, independente das suas convicções ideológicas. Se ele é esquerda, direita, centro, você gosta de política ou não gosta de política”, comentou. 

“Mas a minha posição, partidária e política, tem uma tendência sempre de ser mais de centro-direita”, finalizou. 

O partido União Brasil divulgou uma nota na última segunda-feira (07), liberando seus filiados para apoiarem tanto Abilio Brunini quanto Lúdio Cabral. Segundo a legenda, a decisão foi tomada após consulta às lideranças partidárias.

“O União Brasil, após ouvir diversas lideranças do partido, decidiu por liberar seus filiados a se posicionarem sobre o 2⁰ turno na disputa eleitoral de Cuiabá de acordo com suas convicções e escolhas”, comunicou em nota. 

No dia 27 de outubro, Abilio Brunini e Lúdio Cabral disputarão o 2º turno da eleição para a Prefeitura de Cuiabá. Abilio conquistou 126.944 votos (39,61%), enquanto Lúdio (PT) obteve 90.719 votos (28,31%). Eduardo Botelho, do União Brasil, ficou de fora da disputa, apesar de ser apontado como favorito por várias pesquisas. Ele terminou em terceiro, com 88.977 votos (27,77%).

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno, a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares, que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação.

Conhecimento das competências – Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.

Fonte: ALMT – MT



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