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Gilmar diz que diálogo de Cabral e Bretas foi ‘talvez um pouco ríspido, mas nada demais’

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Em Portugal, ministro do STF voltou a dizer que não se convenceu de que houve ameaça na fala do ex-governador do Rio; segundo disse, diálogo teria sido apenas ‘um pouco ríspido’

Da Redação

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta quinta-feira, 2, que o diálogo entre o ex-governador Sérgio Cabral e o juiz federal Marcelo Bretas não teve “nada demais”. Nesta semana, o ministro suspendeu a transferência de Cabral para um presídio de segurança máxima em Campo Grande (MS). Bretas havia determinado a mudança, porque se sentiu ameaçado pelo ex-governador, ao citar que a família do juiz vendia bijuterias. 

“Eu vi o vídeo (do depoimento), examinei todas as questões e não me convenci disso (de que houve ameaça). Pelo contrário, é um diálogo talvez um pouco ríspido entre o ex-governador e o juiz, mas nada de mais”, afirmou o ministro do STF, em evento em Lisboa. Em entrevista ao Estado em setembro, Bretas contou à reportagem que sua família era dona de uma grande loja de bijouterias no Rio.

Gilmar rebateu críticas de sua decisão e disse que quem critica a concessão de habeas corpus está suprimindo seus próprios direitos. “Quando a gente concede um habeas corpus, as pessoas que recebem um relato mais ou menos superficial são contra. Se pudessem, elas suprimiriam o habeas corpus, mas, ao fazê-lo, estariam suprimindo seus próprios direitos. Porque o atingimento de um direito de alguém hoje significa que amanhã poderá haver o atingimento do direito de outro”, afirmou.

Sobre as supostas regalias recebidas por Cabral na prisão, o ministro disse que isso não é assunto do STF. “O tratamento privilegiado na prisão tem que ser resolvido lá mesmo, o juíz, o promotor fazem a supervisão do sistema penitenciário. Portanto, são eles que têm que resolver”.

 

Em sua palestra, defendeu também a atuação do Supremo e disse que todo dia concedem “habeas corpus para pobres”. “Dizem que nós (o STF) só liberamos ricos, mas nós liberamos ricos e pobres. As pessoas não sabem disso porque jornalista só se interessa por rico, não se interessa por pobre. Todo dia nós damos habeas corpus para pobres”. 

Palestras. O ministro está na capital portuguesa para o IV Seminário Internacional de Direito do Trabalho, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e organizado, entre outras instituições, pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual ele é sócio.

Também foram palestrantes do evento na quinta-feira o ministro presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra, o ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira (PTB), o deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), os ministros do TST Aloysio Corrêa da Veiga e Alexandre de Souza Agra Belmonte e a secretária-geral do Conselho Superior da Justiça do Trabalho Marcia Lovane Sott, entre outros.

Também estava presente na plateia o deputado federal Daniel Vilela (PMDB) – que está na lista de políticos a serem investigados do ministro Edson Fachin. O evento continua na sexta-feira, 3, com palestras do ministro Gilmar Mendes e do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia marcadas para o final da tarde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Estadão

 

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Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT

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A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.

A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.

De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.

Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.

A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.

Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.



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