Política
Frente Parlamentar da Agropecuária define calendário de debates
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A Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) divulgou o calendário de reuniões ordinárias previstas para acontecerem nos últimos quatro meses de 2023. A primeira delas está agendada para a próxima terça-feira (19), às 10 horas, na sede da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá.
Os outros três encontros estão marcados para os dias 17 de outubro, 21 de novembro e 12 de dezembro. Todas as reuniões devem ser realizadas na sede da Famato, às 10 horas. A Frente Parlamentar está sob a coordenação do deputado Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e conta com a participação de mais 17 deputados estaduais.
Em Mato Grosso, a Frente Parlamentar foi criada e instalada em abril de 2023. O objetivo dela é acompanhar os projetos de interesse do setor agropecuário, promover o debate das pautas em tramitação no Estado e atuar na interlocução das agendas no Congresso, intermediando o diálogo com a Bancada Federal.
“No setor do agro, ninguém vai ficar grande se não cuidar dos pequenos produtores. Por isso, um dos focos da Frente Parlamentar é o pequeno produtor. Essa preocupação foi mostrada quando colocamos no orçamento do ano passado US$ 80 milhões através do empréstimo feito junto ao Banco Mundial. A Frente vai tratar também da reforma tributária. Ninguém sabe quanto o setor vai pagar”, disse Dal Bosco.
De acordo com o Ato nº 001/2023, publicado no Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa, no dia 8 de março de 2023, além de Dilmar Dal Bosco, a Frente Parlamentar é composta pelos deputados Carlos Avallone (PSDB), Diego Guimarães (Republicanos), Gilberto Cattani (PL), Janaina Riva (MDB) e Valmir Moretto (Republicanos).
Fonte: ALMT – MT
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Comissão aprova porte de arma para tabeliães e registradores de cartórios
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou proposta que assegura o direito ao porte de arma de fogo para notários e registradores titulares de cartórios. A medida beneficia tanto os profissionais em atividade quanto os aposentados.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado General Girão (PL-RN), ao projeto original (PL 3125/25), do deputado Marcos Pollon (PL-MS).
A proposta altera a Lei dos Notários e Registradores para incluir o direito, desde que cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos exigidos pela legislação vigente.
Inclusão de aposentados
Uma das principais alterações feitas pelo relator no substitutivo foi garantir explicitamente o direito aos aposentados no texto principal da lei.
Girão argumenta que o risco de vingança ou hostilidade não cessa com o fim da atividade profissional, já que atos praticados no passado (como escrituras e registros litigiosos) podem gerar inimizades duradouras.
Não é porte automático
O relator enfatizou que a proposta não cria um porte “automático ou irrestrito”. Para ter acesso à arma, o tabelião ou registrador precisará comprovar:
- Titularidade da delegação do serviço extrajudicial;
- Capacidade técnica e aptidão psicológica (com laudos de profissionais credenciados);
- Idoneidade moral;
- Cumprimento das exigências de registro e renovação periódica previstas no Estatuto do Desarmamento.
O diferencial da proposta é que ela veda a imposição de exigências burocráticas adicionais que não estejam na lei, transformando a concessão em um ato vinculado ao cumprimento desses requisitos objetivos, retirando a discricionariedade (subjetividade) da Polícia Federal em negar o porte caso as condições legais sejam atendidas.
Riscos
Segundo o relator, a medida é necessária devido ao risco inerente à profissão. Tabeliães lidam diariamente com documentos sensíveis, transações de alto valor financeiro, questões fundiárias e decisões que impactam patrimônios, muitas vezes desagradando partes envolvidas.
“Tabeliães e registradores permanecem vinculados às consequências jurídicas dos atos que praticam 24 horas por dia”, afirmou General Girão, destacando que, em regiões de fronteira e no interior, esses profissionais muitas vezes representam a única autoridade pública presente, ficando expostos a ameaças e retaliações.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein
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