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FLÁVIA MORETTI PLANEJA “PENTE-FINO” ANTES DE CONCEDER DAE À INICIATIVA PRIVADA
“No primeiro momento vamos fazer um diagnóstico do DAE, precisamos levantar o passivo e o ativo” diz, Moretti
Política
Eleita prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) diz que, realizará um “pente-fino” no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE) antes de dar início ao processo de concessão privada do órgão. A declaração foi feita durante entrevista na manhã da última segunda-feira (07).
“No primeiro momento vamos fazer um diagnóstico do DAE, precisamos levantar o passivo e o ativo, de tudo que acontece e começar a fazer o planejamento da concessão privada”, afirmou Flávia.
Flávia, conquistou 68.760 votos (50,54%), superou o atual prefeito e candidato à reeleição, Kalil Baracat (MDB), que obteve 61.005 votos (44,84%). A vitória de Moretti foi uma surpresa, já que o então prefeito liderava as pesquisas de intenção de voto.
Além disso, o esquema também envolvia a cobrança de propina para a realização de serviços que deveriam ser gratuitos para os moradores, como a instalação de água encanada. De acordo com a polícia, os crimes causaram um prejuízo superior a R$ 11 milhões ao município desde 2019.
Flávia ressaltou que a gestão municipal enfrenta outros desafios. “O problema de Várzea Grande não é apenas a água, temos sérios problemas na educação, no transporte coletivo e na saúde. O povo está morrendo por falta de prevenção e acolhimento. Não é só cuidar de um ponto”, afirmou.
Política
Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação
O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.
O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.
Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
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