Política
Exploração ilegal de madeira já atinge 39% da área de exploração em Mato Grosso
Política
Da Redação – Jean Borsatti
A exploração ilegal de madeira em Mato Grosso já atinge 39% da exploração total no Estado. São cerca de 60,4 mil hectares onde há a extração ilegal de madeira, a grande maioria dessas regiões estão situadas dentro de propriedades privadas, em números, isso equivale a 67%. Já em Unidades de Conservação (UC), Terras Indígenas e Assentamentos Rurais somam juntos 17% da exploração ilegal.
Estes dados foram divulgados após um estudo do Instituto Centro da Vida (ICV), no qual foi realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) e se refere ao período de agosto de 2016 e julho de 2017.
Um dado que chamou a atenção dos pesquisadores, foi o fato das UCs terem registrado um aumento estrondoso, apesar de ter apenas 7% das áreas de exploração ilegal, foi registrado um aumento de 463% nas áreas.
A UC mais afetada pelas explorações ilegais de madeira, foi o Parque Estadual Tucumã, localizado na cidade de Colniza (759 km de Cuiabá), a exploração registrada no parque representa 57% do total das UCs, isso representa mais de 2,4 mil hectares de exploração ilegal. O parque possui cerca de 80,9 mil hectares e faz parte da região conhecida como Amazônia Legal.
Ainda de acordo com a pesquisa, dez municípios do Estado são responsáveis por mais de 70% da exploração ilegal, nos quais, oito deles estão entre os maiores produtores de madeira de Mato Grosso.
Para se ter uma ideia, a cidade de Colniza foi considerada a cidade que mais desmata no Brasil, de acordo com estudos, 19% de todo o desmatamento registrado em Mato Grosso é registrado em Colniza. A união da exploração ilegal de madeira e a pecuária, ajudam nesta realidade, apesar do Mato Grosso não ser o Estado que mais desmata no país, os números são alarmantes.
Para tentar controlar a situação, o Governo do Estado através da Sema, aplicou apenas no mês de setembro, mais de R$ 146 milhões em multas por crimes contra a flora no Estado. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram mais de 500 autos de infração, número que corresponde um aumento de 74% em relação a todos os autos infracionais confeccionados em 2018.
Foto: Agência Brasil
Política
Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”
O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.
A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.
Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.
“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.
O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.
“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.
Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.
“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.
Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.
Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.
A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.
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