Sem cargo eletivo

EMANUEL PINHEIRO AUMENTA SEU PATRIMÔNIO EM 120% DURANTE DOIS MANDATOS À FRENTE DE CUIABÁ

Ao ser reeleito em 2020, ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 2,974 milhões, enquanto em 2016, o valor declarado foi de R$ 1,357 milhão

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Foto: Emanuele Daiane

Emanuel Pinheiro, advogado e prefeito de Cuiabá desde 2016, deixará o comando da prefeitura mais rico do que quando assumiu. Ao ser reeleito em 2020, ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 2,974 milhões, enquanto em 2016, o valor declarado foi de R$ 1,357 milhão. Esse aumento de cerca de R$ 1,6 milhão em seu patrimônio durante os quatro anos de mandato levanta questões sobre o crescimento financeiro de figuras públicas durante o exercício de cargos eletivos.

Entre os bens declarados por Emanuel Pinheiro à Justiça Eleitoral, destacam-se:

  • Um apartamento no bairro Duque de Caxias, avaliado em R$ 1,6 milhão;
  • Uma casa no bairro Jardim das Américas, no valor de R$ 730 mil;
  • Duas salas comerciais, que somadas totalizam R$ 381 mil;
  • Além de vários depósitos e saldos bancários, que também contribuem para o valor total de seu patrimônio declarado.

Emanuel mais que dobrou seu patrimônio durante seu tempo à frente da prefeitura. Em 2016, ele declarou R$ 1,357 milhão; em 2020, ao ser reeleito, declarou R$ 2,974 milhões, um aumento de 120%. Se comparado à sua declaração de bens de 2014, quando foi reeleito deputado estadual com R$ 1,1 milhão, o crescimento foi de 170%.

Na época, Pinheiro possuía um apartamento no bairro Goiabeiras e uma casa no Jardim das Américas. Agora, ao deixar a vida pública em 1º de janeiro de 2025,, ele planeja abrir seu escritório de advocacia.

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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



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