Política
Em parecer aprovado, tucano questiona gravação e tenta descolar Temer de Loures
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No documento, ele alegou que a denúncia apresentada por Janot contra Temer por corrupção passiva “é unicamente baseada numa suposição”
Da Redação
Num relatório de dez páginas favorável ao Palácio do Planalto, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) desqualificou nesta quinta-feira, 13, o empresário-delator Joesley Batista, questionou a validade da gravação feita pelo dono da JBS e tentou descolar o presidente Michel Temer do episódio de entrega de uma mala cheia de dinheiro ao então assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
“De onde extraiu o eminente procurador-geral da República, dr. Rodrigo Janot, a convicção que ligue, envolva, inclua o presidente Michel Temer no recebimento, pelo sr. Rocha Loures, da importância de R$ 500 mil das mãos de Ricardo Saud, por ordem de Joesley Batista?”, questionou Abi-Ackel, num parecer contra a admissibilidade da denúncia, que terminou aprovado por 41 votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
No documento, ele alegou que a denúncia apresentada por Janot contra Temer por corrupção passiva “é unicamente baseada numa suposição”. “Trata-se de uma admissão por hipótese, inadmissível para atribuição de responsabilidade penal”, alegou. Na avaliação de Abi-Ackel, a narrativa é uma “ficção”, mesmo termo usado pelo presidente para desqualificar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
“A denúncia, no que diz respeito ao presidente da República, não é precisa, pois não contém a exposição pormenorizada do fato delituoso, com todas as suas circunstâncias. No Direito Penal, não existe a culpa presumida. É necessário demonstrar com clareza o nexo causal entre a conduta do agente e o evento lesivo, para desencadear a ação penal”, argumentou.
O tucano ironizou Joesley Batista (“Este novo campeão do saneamento moral”) e chamou a gravação feita pelo empresário de “ilícita”, “promovida por motivo torpe e juridicamente ineficaz”. Sobre o encontro entre Temer e Joesley Batista no Palácio do Jaburu, disse que o empresário manteve uma conversa “maliciosa e mal-intencionada.”
“O uso da gravação como prêmio de maior valor oferecido ao Ministério Público em troca da impunidade para seus crimes demonstra, claramente, que o propósito de Joesley Batista não estava ligado a nenhum interesse que não fosse o de se salvar. Como ato de perfídia, foi perfeito, mas sem consequências jurídicas pela recusa do bom Direito à aceitação do ilícito como prova”, concluiu.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Política
Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT
A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.
A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.
De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.
Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.
A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.
Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.
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