Política
Eduardo Botelho rebate fala de diretor-presidente da Energisa
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Da Redação
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) rebateu fortemente a fala do diretor-presidente da Energisa, Riberto José Barbaneira, que afirmou em entrevista estar surpreso com a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a concessionária que administra a distribuição de energia elétrica em Mato Grosso. Na entrevista, Riberto afirmou que a empresa não vem praticando cobranças abusivas nas faturas de energia, disse ainda, que a Energisa possui uma concessão federal e que não cabe ao legislativo estadual instaurar uma CPI contra a empresa.
Eduardo Botelho rebateu a fala do diretor-presidente da concessionária dizendo que o diretor não deveria ficar surpreso com a CPI e sim com a desatenção as reclamações generalizadas que a empresa vem sofrendo por parte dos consumidores que estão insatisfeitos com o serviço oferecido.
“Surpresa não! Surpreso estamos nós, que eles tenham ficado tão desatentos diante das reclamações. Mas vamos dar aqui, a eles, uma oportunidade para demonstrarem, de fazerem suas explanações. E nós vamos levar a eles as reclamações, para entenderem sobre o que precisam mudar”. Disse Botelho, também em entrevista.
A CPI foi instaurada após um abaixo assinado de consumidores insatisfeitos com os serviços prestados pela empresa, a comissão irá investigar se a empresa esta cobrando de maneira abusiva dos consumidores, além de aumentos abusivos injustificáveis não apenas na capital, mas também em todo o Estado.
Eduardo Botelho participou da audiência pública que aconteceu na última terça-feira (15) no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Botelho abriu a audiência pública afirmando que um debate iria ser iniciado e que seria dada a oportunidade para a empresa se defender das constantes reclamações.
“Nós estamos aqui começando esse debate, vamos dar oportunidade para eles demonstrarem aqui, de fazerem suas explanações, e levarem as reclamações para eles entenderem que precisa mudar. E a CPI foi criada, e eu como presidente não posso propor a CPI, mas nós articulamos com alguns deputados para montar essa CPI para que nós possamos entrar mais fundo na questão das contas, na questão do atendimento, na questão da diminuição da estrutura que a Energisa vem fazendo em Mato Grosso. Enfim, no descaso com o consumidor de um modo geral”. Falou em seu discurso.
Quanto a fala do diretor da empresa em relação a ALMT não ter competência para instaurar a CPI, Botelho foi incisivo ao rebater a fala de Riberto, ele disse que o diretor-presidente deveria respeitar o parlamento estadual e mais ainda a população mato=grossense.
“Tem sim importância e a CPI vai levar esta situação a Aneel e já conversamos com a agência que mostrou sua disposição de participar da Comissão conosco. Então, tem sim senhor! E ele precisa primeiro respeitar o povo de Mato Grosso”.
O Diretor-presidente esteve presente na audiência pública, na ocasião, disse que uma CPI desgasta a imagem da empresa, porém ressaltou que será uma oportunidade para esclarecer a toda a sociedade sobre o trabalho que a concessionária oferece, argumentou ainda, que a desinformação se espalha pela sociedade por conta da complexibilidade do setor elétrico, reconheceu ainda, que a empresa na qual representa pode ter falhado em esclarecer os fatos a sociedade e a ALMT.
Disse ainda que devido a rapidez da criação da CPI, a empresa não teve tempo hábil se posicionar referente ao assunto, e que o aumento tem ligação com a elevação da temperatura que o Estado vem enfrentando nas últimas semanas.
Apesar de estar presente para fazer esclarecimentos, o diretor-presidente da Energisa não conseguiu falar na audiência, já que foi vaiado de forma generalizada. Após as vaias Riberto decidiu abandonar a Audiência Pública indo embora sem dar qualquer explicação sobre o aumento das tarifas cobrados pela Energisa.
As investigações da CPI devem se estender pelas próximas semanas, os resultados obtidos pelos parlamentares deverão esclarecer os fatos e assim apontar se a empresa está ou não praticando presos abusivos.
Política
Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”
O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.
A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.
Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.
“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.
O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.
“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.
Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.
“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.
Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.
Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.
A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.
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