Política
Economia Fim do ano garante alta ocupação de hotéis e reforça retomada do turismo
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Da Redação
Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) junto às associações estaduais mostrou que as taxas de ocupação da rede hoteleira voltou a crescer para a festa do fim de ano e para o verão 2020. Na maioria dos estados, os índices estão acima dos registrados nos últimos anos. “O resultado geral do nosso levantamento indica o que o turismo está crescendo em todo país”, diz Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional. “Isso não e à toa. A retomada da economia está fazendo o brasileiro investir no seu lazer e na realização dos seus sonhos, como por exemplo, conhecer novos lugares e culturas desse imenso país tão cheio de atrativos.”
O local que deve garantir a maior ocupação no Réveillon é Salvador. Na capital baiana, a alta procura levou a associação a estimar que 100% estarão ocupados. Após a queima de fogos, os índices do mês de janeiro devem ficar acima dos 90%, segundo a entidade local. “Não podemos esquecer também que a liberação dos vistos para americanos, canadenses, japoneses, australianos, chineses e sauditas também incrementou o resultado”, afirma Linhares.
Onde acontece a festa de Réveillon mais famosa do Brasil, no Rio de Janeiro, a média de ocupação durante o feriado está em 87%. Os bairros mais procurados são Ipanema, Copacabana, Barra da Tijuca, Leblon, Flamengo e Botafogo, todos na zona sul da capital fluminense. Nelas, as taxas superam 90%. Para a noite do Réveillon, especificamente, essas regiões já registram média acima dos 90%. Ainda na região sudeste, de acordo com a ABIH-Espírito Santo, o estado deve ficar com índices por volta de 96% no Réveillon, enquanto em janeiro, esse número está em torno de 88%.
“O governo entendeu o papel transformador da indústria do turismo”, diz Linhares. “Para 2020, já temos garantido um orçamento de 1 bilhão de reais para o Ministério do Turismo — quase 5 vezes o valor da proposta original — e a transformação da Embratur em agência de divulgação dos destinos brasileiros no exterior. Terminamos o ano com crescimento em todo o país.”
Já Belo Horizonte, destino que segundo dados da ABIH-Minas Gerais vem aumentando gradualmente sua ocupação nesse período, atingirá nesse Réveillon a média de 59%, o que significa um aumento de 4% em relação ao ano passado. Isso mostra que a cidade que tradicionalmente sempre foi um destino de negócios está também atraindo mais visitantes no final do ano.
Na região sul, o grande destaque esse ano é Foz do Iguaçu. A cidade está registrando uma taxa de ocupação inédita para o Réveillon. Os números, segundo a ABIH-Paraná, chegam a 86%. Em Curitiba, os índices registram uma taxa de ocupação em torno de 60% para o período do Réveillon. Já Santa Catarina, com diversos destinos muito procurados no verão, como Florianópolis e a região conhecida como Costa Verde, está com cerca de 90% de ocupação para as festas de final de ano. No Rio Grande do Sul, o cenário é de otimismo. No Réveillon, nos três principais balneários do estado, as taxas de ocupação devem chegar a 100%, assim como Gramado. Em janeiro, a expectativa é que a ocupação ultrapasse os 85%. Já no norte do país, a expectativa da ABIH-Pará é de crescimento de 18% para o Réveillon e de 4% para janeiro, comparados com o ano passado.
Para o presidente da ABIH Nacional, esses números refletem a percepção do governo federal de que o turismo pode ser o grande indutor da economia brasileira nos próximos anos. “Temos um presidente que entendeu, como nunca antes nenhum outro, o papel transformador da indústria do turismo. Para 2020, já temos garantido um orçamento de 1 bilhão de reais para o Ministério do Turismo – quase 5 vezes o valor da proposta original – e a transformação da Embratur em agência de divulgação dos destinos brasileiros no exterior. Terminamos o ano com crescimento em todo o país e com as medidas efetivas que foram tomadas pelo presidente Jair Bolsonaro, os resultados se acentuarão e se consolidarão ainda mais no médio e longo prazos”, finalizou Linhares.
Fonte: Veja (https://veja.abril.com.br/economia/fim-do-ano-garante-alta-ocupacao-de-hoteis-e-reforca-retomada-do-turismo/) / Foto: Claudia Carmello/Reprodução
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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