Política
Diálogo, conscientização e prevenção estarão no centro da Semana de Combate ao Assédio no PJMT
Política
Promover ambientes de trabalho saudáveis exige mais do que normas e procedimentos. Exige escuta, acolhimento e a construção contínua de espaços em que as pessoas possam desenvolver as atividades com respeito, segurança e dignidade.
Com essa proposta, o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) realizará, entre os dias 25 e 29 de maio, a Semana de Prevenção e Combate ao Assédio e à Discriminação, iniciativa que reunirá especialistas, magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), credenciados(as) e estagiários(as) em uma programação voltada ao fortalecimento das relações humanas no ambiente institucional.
Especialistas trarão diferentes perspectivas
A abertura oficial da programação será realizada no dia 25 de maio, às 14h, com apresentação artística e cultural, seguida de palestra da professora doutora Celina Ribeiro Coelho da Silva, que abordará aspectos relacionados à prevenção e enfrentamento do assédio moral, do assédio sexual e da discriminação, além de apresentar reflexões construídas a partir de pesquisas desenvolvidas pelo PJMT nos últimos anos.
No dia 28 de maio, a professora doutora Silviane Ramos conduzirá palestras relacionadas à discriminação estrutural e institucional, além de discutir caminhos para reconhecimento, prevenção e fortalecimento de ambientes inclusivos.
Já no encerramento, em 29 de maio, o professor Bruno Galvão Ferola abordará aspectos ligados ao desenvolvimento comportamental e ao combate ao assédio no ambiente do Judiciário.
Espaço para troca de experiências
Além dos momentos expositivos, a programação foi estruturada para incentivar a participação ativa do público. As atividades contarão com espaços para perguntas, interação e compartilhamento de experiências.
As rodas de conversa realizadas nas comarcas do interior também terão papel importante nesse processo, aproximando o debate das unidades e fortalecendo o diálogo institucional.
Confira a programação completa
Autor: Talita Ormond
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Política
Conscientização e acolhimento: servidora do TJMT compartilha desafios da maternidade atípica
O Dia Mundial de Conscientização sobre Acessibilidade, celebrado neste ano em 21 de maio, propõe reflexões sobre inclusão, acolhimento e respeito às diferentes realidades presentes no ambiente de trabalho. No Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), a data também evidencia histórias de empatia, adaptação e acolhimento vivenciadas diariamente por magistrados(as) e servidores(as).
Há mais de 27 anos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a servidora Adriana Ferreira de Souza concilia a rotina profissional com os desafios da maternidade atípica. Atualmente lotada na Secretaria da Vice-Presidência, no Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas (Nugepnac), ela divide o dia a dia entre o trabalho e os cuidados com a filha, Maria Clara Souza Campos, de 23 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras comorbidades.
Adriana conta que o diagnóstico trouxe respostas importantes e ajudou a compreender melhor as necessidades da filha. Desde então, a rotina passou a envolver terapias, consultas e uma reorganização constante da vida pessoal e profissional. “Foi um processo de aprendizado diário. Quando veio o diagnóstico, eu consegui entender melhor minha filha e como acolhê-la da forma que ela precisava”, relata.
Ela destaca que o acompanhamento multidisciplinar foi fundamental para o desenvolvimento físico, emocional e social de Maria Clara, que hoje também encontrou na arte uma forma de expressão. “Acredito que isso ajudou muito, porque hoje ela é uma pessoa muito tranquila, uma pessoa de luz. Tem sua luz própria, tem sua autenticidade”, pontua.
A intensidade da rotina
Sem romantizar a maternidade atípica, Adriana fala sobre a intensidade da rotina e os desafios enfrentados diariamente. “Não tem como romantizar, porque a demanda é diferente. Existe toda uma rotina de terapias, consultas e cuidados constantes. Muitas vezes a gente precisa reorganizar toda a vida em função das necessidades deles”, afirma.
Segundo ela, conciliar as responsabilidades profissionais e pessoais com os cuidados da filha ainda é um dos maiores desafios. “Ser mãe atípica é exercer a maternidade na sua forma mais visceral. Meu maior desafio hoje é conciliar as demandas do trabalho, da vida pessoal e os cuidados com minha filha sem deixar de cuidar também da minha própria saúde física, emocional e psicológica”, destaca.
Acolhimento e apoio institucional
Adriana relembra a importância do acolhimento institucional recebido no Tribunal de Justiça, especialmente após a implementação da Resolução TJMT/OE nº 7, de 22 de junho de 2023, que estabelece condições especiais de trabalho para magistrados(as) e servidores(as) com deficiência, necessidades especiais ou doença grave, bem como para aqueles(as) que são pais, mães ou responsáveis por dependentes nessa mesma condição.
Para Adriana, a medida trouxe mais equilíbrio para a rotina e permitiu maior qualidade no acompanhamento da filha. “Quando entendi que minha presença trazia segurança para ela, percebi que essa também era minha missão. Hoje consigo conciliar melhor minha atuação profissional e os cuidados com minha filha graças ao apoio institucional”, ressalta.
Ela acredita que discutir acessibilidade e inclusão vai além de dados ou estatísticas. “Datas como essa nos fazem refletir que o ‘diferente’ não é motivo de exclusão, mas de adaptação e acolhimento. Por trás de cada situação existe um ser humano que precisa ser compreendido e respeitado”, avalia.
Adriana também celebra os avanços conquistados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso nos últimos anos. “Como mãe atípica, celebro as conquistas relacionadas à conscientização e à capacitação dos nossos líderes para enxergar essas realidades com um novo olhar, mais humanizado e acolhedor”, completa.
Pesquisa sobre acessibilidade
Como parte das ações voltadas ao fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.
O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.
A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho. Participe!
Autor: Emily Magalhães
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
-
Política7 dias atrásRegras para Copa do Mundo Feminina no Brasil estão em análise no Senado
-
Política7 dias atrásComissão aprova regra de transparência para reforma de escolas após desastres
-
Política6 dias atrásFacções criminosas e violência de gênero estarão em debate em encontros sobre infância
-
Cidades7 dias atrásMerendeira de Cuiabá disputa concurso nacional de alimentação escolar
-
Cidades6 dias atrásPrefeitura de Cuiabá promove mutirão de vacinação e adoção de animais no Passaredo
-
Política7 dias atrásComissão aprova incentivo a tomadas e tecnologias de conforto em ônibus urbanos
-
Cidades5 dias atrásOperação Telefone Sem Fio mobiliza forças municipais para reforçar segurança e organização urbana
-
Cidades7 dias atrásOperação remove fios irregulares da Avenida Carmindo de Campos neste domingo



