Nova Mutum

Corretor imobiliário sobre a 1ª Ferrovia Estadual: “É o progresso chegando”

A construção e implantação da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso vem criando expectativa de desenvolvimento e crescimento econômico da região Médio-Norte do Estado

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Política

Foto: Marcos Vergueiro - Secom-MT

A construção e implantação da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso, cuja assinatura do contrato de adesão ocorreu nesta segunda-feira (20.09) pelo Governo do Estado e a Rumo S/A, já vem criando expectativa de desenvolvimento e crescimento econômico da região Médio-Norte do Estado. É o que afirmam empresários, comerciantes e produtores rurais do município de Nova Mutum, que receberá um terminal ferroviário.

O corretor imobiliário Ângelo Dartora destaca a redução do frete como um dos grandes benefícios que a ferrovia vai proporcionar para a região. Segundo ele, a expectativa, tanto do setor imobiliário, quanto dos agricultores, é muito grande, pois barateando o frete o preço dos produtos também vai melhorar. “Vai melhorar a logística do transporte e o preço dos produtos. Isso é bom para todos, ou seja, a cidade cresce e a gente cresce junto. Uma coisa puxa outra. É o progresso chegando”.

Foto: Marcos Vergueiro-MT

O gerente administrativo da Associação Comercial e Empresarial (Acenm) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Nova Mutum, Rodrigo Rigoni, destaca que um investimento dessa envergadura não beneficiará apenas a matriz econômica da região, que é o agronegócio, mas sim todo o ambiente de negócios que se gera ao redor da ferrovia, como o comércio e a indústria.

“A gente já verifica a rede de varejo brasileira de olho na região do Médio-Norte mato-grossense, como nos municípios de Nova Mutum, Sorriso e Lucas do Rio Verde. Com a sinalização da vinda da ferrovia, empresas de grande e de pequeno porte, de todo o Brasil, já começam a demonstrar interesse em investir aqui na nossa região”.

A construção da ferrovia prevê 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, conectando-se à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP). O projeto prevê investimento de R$ 11,2 bilhões.

“Parabenizo o Governo do Estado e todas as pessoas que estiveram engajadas para trazer esse grande investimento para a nossa região, que será muito importante, tanto para a geração de emprego como também para o aumento demográfico da região”, acrescentou Rodrigo Rigoni.

Foto: Marcos Vergueiro – Secom-MT

Segundo o consultor técnico da empresa Adubos Araguaia, Willian Gustavo Bernardes, foram muitos anos de espera pela chegada da ferrovia e o sonho se concretiza com a assinatura do contrato de adesão. Willian Bernardes também acredita que o desenvolvimento não será apenas para o agronegócio, mas para todos os outros setores.

“Para nós será muito bom em relação ao frete, principalmente para despachar os insumos, inclusive o grão do produtor. Hoje, o frete é o mais oneroso e ele barateando, com certeza, a nossa matéria prima vai chegar aqui bem mais barata também. A gente tem como base países que já usam a ferrovia como forma de transporte, o desenvolvimento chega bem mais rápido e só tem a melhorar”.

 

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Retrospectiva: novo piso salarial dos professores foi destaque entre aprovações da Câmara na área de educação

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No primeiro semestre deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que criou uma nova regra de reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. O texto, também aprovado no Senado, foi convertido na Lei 15.437/26.

A norma determina que, a partir de janeiro de 2026, o reajuste será baseado na soma:

  • da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (no caso, 2025); e
  • de 50% da média da variação percentual da receita real de cinco anos anteriores (de 2021 a 2025, no caso de 2026) vinda de estados, Distrito Federal e municípios para compor o Fundeb.

A variação real corresponde ao que ficou acima do INPC no período.

A regra também valerá para profissionais contratados por tempo determinado.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso em 2026 foi de 5,40%. Esse percentual reúne o INPC de 2025, de 3,90%, e um ganho real de 1,50%.

O piso nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em janeiro de 2026.

INSS de bolsistas
Na área de educação, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 2950/15, que torna obrigatória a participação do bolsista de pós-graduação como contribuinte individual da Previdência Social para fins de acesso a benefícios como aposentadoria e auxílios.

De autoria do ex-deputado Davidson Magalhães (BA), o texto aprovado pela Casa foi relatado pelo deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) e está em análise no Senado.

A contribuição assegurará, por exemplo, cobertura previdenciária em situações de doença, maternidade e incapacidade temporária. Além disso, possibilita a contagem do tempo dedicado à pesquisa para fins de aposentadoria.

A contribuição a ser recolhida pela instituição cedente da bolsa será de 11% sobre um salário mínimo (atualmente R$ 1.621,00).

Com essa alíquota, o acesso à aposentadoria será somente por idade, atualmente em 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

Caso deseje aposentadoria por tempo de contribuição ou que o tempo possa ser aproveitado para se aposentar por algum regime próprio de servidores públicos, o interessado deverá complementar a contribuição recolhida pela instituição com mais 9% sobre a base de cálculo, a fim de totalizar 20% de recolhimento.

Escolas sustentáveis
O Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis foi aprovado pela Câmara dos Deputados para ajudar na adaptação às mudanças climáticas e no uso de recursos naturais.

Pedro Ventura/Agência Brasília

Deputados aprovaram programa que incentiva ações sustentáveis nas escolas

De autoria do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o Projeto de Lei 2841/24 foi relatado pela deputada Socorro Neri (PP-AC) e tramita agora no Senado.

O texto prevê ações como:

  • a instalação, a manutenção e a melhoria dos sistemas de drenagem, ventilação e climatização;
  • utilização de sistemas de energia renovável e equipamentos eficientes; e
  • uso racional da água, da energia e gestão de resíduos.

Outras medidas incluem a arborização para evitar incidência solar e diminuir a temperatura média no ambiente, além de reformas e melhorias estruturais para aumentar a resistência das edificações a eventos climáticos extremos.

Cultura nas escolas
A Câmara dos Deputados aprovou ainda no primeiro semestre, a política nacional “Mais Cultura nas Escolas”, objeto do Projeto de Lei 533/24, em análise hoje no Senado.

De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta foi aprovada com a relatoria do deputado Tarcísio Motta, prevendo parceria entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com a sociedade civil no setor da cultura.

Segundo o texto, a União deverá apoiar os outros entes federativos na elaboração de um plano de atividade cultural anual para as escolas públicas de educação básica.

Para viabilizar a execução dos planos, poderão ser utilizados os moldes operacionais e regulamentares do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Cada plano deverá conter as ações, as metas, o cronograma de execução e a previsão de início e término das atividades, envolvendo bens e serviços necessários à realização das atividades artísticas, culturais e pedagógicas previstas.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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