Política
Corregedoria alinha ações com Estado, Cuiabá e Várzea Grande para Semana da Regularização Tributária
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Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) e das procuradorias municipais de Cuiabá e Várzea Grande definiram estratégias para ampliar o atendimento e facilitar a negociação de débitos fiscais durante a III Semana Nacional da Regularização Tributária, que ocorrerá de 5 a 9 de outubro em todo o país.
A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é promovida em Mato Grosso pela CGJ, sob a coordenação do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote e tem como objetivo estimular a utilização de métodos consensuais na solução de conflitos fiscais, promover mutirões de negociação e fortalecer a cooperação entre o Poder Judiciário, os entes públicos e os contribuintes.
O encontro de alinhamento da ação em Mato Grosso ocorreu na manhã desta segunda-feira (08) na sala de reuniões da Corregedoria e foi conduzido pelo juiz auxiliar da CGJ, Jorge Alexandre Martins Ferreira. “Foi uma reunião com os entes públicos para discutir a regulamentação das condições de negociação que serão ofertadas durante a mobilização. Entre os débitos que poderão ser contemplados estão IPTU, ISSQN, ICMS, multas e outras dívidas relacionadas a órgãos públicos, como do Procon e da área ambiental. Os percentuais de desconto e demais regras ainda serão definidos pelos parceiros”, adiantou o magistrado.
No encontro também foram definidos os pontos de atendimento a população. No Poder Judiciário os atendimentos ocorrerão nos fóruns de Cuiabá e Várzea Grande, já os órgãos públicos utilizarão as suas próprias estruturas. “Esses locais servirão de auxílio aos contribuintes, para respondermos dúvidas quanto aos débitos passíveis de negociação, procedimentos necessários para adesão aos programas de regularização e esclarecimentos sobre processos judiciais em andamento”, detalhou o juiz auxiliar.
Participaram ainda da reunião a juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim da Silva; o gestor-geral do Nupemec, Sebastião José de Queiroz Júnior; a juíza da Vara Especializada de Execução Fiscal de Cuiabá, Adair Julieta da Silva; o subprocurador-geral Fiscal do Estado, Jenz Prochnow Júnior; o procurador do Estado, Yuri Nadaf Borges; o procurador-geral de Cuiabá, Luiz Antônio Araújo Junior; o procurador fiscal de Cuiabá, Ricardo Alves dos Santos Junior; o procurador-geral de Várzea Grande, Maurício Magalhães Faria Neto; e a procuradora do Município de Várzea Grande, Kássia Rabelo Silva.
Edição de 2025 – A II Semana Nacional de Regularização Tributária foi realizada entre os dias 17 e 21 de março de 2025, em Cuiabá, contabilizou mais de R$ 103 milhões negociados. A ação, proposta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), permitiu a negociação de débitos, como IPTU, ISSQN, ITBI, taxas diversas (alvará, localização, publicidade, horário especial, cemitério) e multas aplicadas por órgãos como Procon, Secretaria de Mobilidade Urbana e Secretaria de Meio Ambiente, entre outros.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
Política
Júlio reafirma voto em Wellington, mas mantém porta aberta para Pivetta
O deputado estadual Júlio Campos (União) reafirmou que pretende votar no senador Wellington Fagundes (PL) para o Governo de Mato Grosso, mas deixou aberta a possibilidade de uma aproximação com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no futuro. A declaração ocorreu durante o desfile de 7 de Setembro, em Cuiabá, onde os dois tiveram uma conversa cordial, apesar de estarem em lados opostos na disputa eleitoral.
Ao lado de Pivetta, Júlio explicou que sua decisão de apoiar Wellington está relacionada principalmente ao desgaste político entre sua família e o ex-governador Mauro Mendes (União). O conflito se intensificou após a convenção do União Brasil que barrou a candidatura de Jayme Campos, irmão de Júlio, ao Governo do Estado.
“Nada contra a figura do governador Pivetta. Ele sabe muito bem. Se não tivesse o atrito que tivemos com o Mauro Mendes, estaria tudo em paz. Mas foi muito radical. E aí, nós estamos em campos opostos momentaneamente”, afirmou o deputado.
Apesar de manter o voto em Wellington, Júlio sinalizou que a relação com Pivetta pode ser reconstruída caso o governador seja reeleito. O deputado, que também busca a reeleição para a Assembleia Legislativa, afirmou não enxergar obstáculos para uma convivência política entre os dois.
A postura mantém uma linha que Júlio já havia adotado anteriormente, ao defender que não existe uma questão pessoal contra Pivetta. Em agosto, o parlamentar afirmou que seguiria a ala dissidente do União Brasil e que seu voto acompanharia a decisão de Jayme Campos, que declarou apoio a Wellington e à candidata ao Senado Janaina Riva (MDB).
Encontro cordial
O encontro entre Júlio e Pivetta ocorreu durante a programação cívico-militar do 7 de Setembro, em Cuiabá. Apesar da divergência eleitoral, o clima entre os dois foi amistoso.
Pivetta, inclusive, fez referência ao período em que chegou a Mato Grosso e encontrou Júlio Campos no comando do Estado. “Caminhoneiro, chegando aqui, ele estava construindo a BR-163, como governador”, afirmou o governador durante a conversa.
O episódio reforça a possibilidade de que as divergências eleitorais não necessariamente se transformem em um rompimento pessoal ou em uma barreira para futuras alianças.
A divisão dentro do União Brasil é um dos reflexos da disputa pela candidatura ao Governo de Mato Grosso. Embora a legenda esteja oficialmente alinhada à candidatura de Pivetta, integrantes do grupo ligado aos irmãos Campos decidiram apoiar Wellington.
Júlio, por sua vez, mantém o posicionamento eleitoral favorável ao senador do PL, mas faz questão de preservar a relação com Pivetta, deixando claro que o atual distanciamento é circunstancial e está diretamente ligado ao conflito político com Mauro Mendes.
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