IMPOSIÇÃO
Consórcio de Saúde deixa Rondonópolis de fora da nova diretoria
A decisão não agradou o prefeito eleito, Cláudio Ferreira (PL) que ficou indignado com a situação classificando como um total desrespeito com a cidade
Política
O município de Rondonópolis não vai ter representante na chapa montada para compor a nova diretoria do Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress) relativo ao próximo biênio. A decisão não agradou o prefeito eleito, Cláudio Ferreira (PL) que ficou indignado com a situação classificando como um total desrespeito com a cidade.
Cláudio foi informado da exclusão de Rondonópolis nesta quarta-feira (27).
“Só me avisaram dois dias úteis antes da eleição, que estava tudo fechado [chapa]. Não fomos chamados para discutir nada. Chegaram com uma chapa pronta e impuseram, dizendo que é isso e não tem volta. Um total desrespeito para com Rondonópolis”, desabafou o prefeito eleito.
“Tenho responsabilidades, tenho que defender os interesses de Rondonópolis e da região sudeste, o bom uso do dinheiro do pagador de impostos e da saúde pública”, completou Ferreira.
A eleição da nova diretoria do Coress ocorre no próximo dia 2 de dezembro e deve ter chapa única.
O prefeito de Tesouro, Isaack Castelo Branco, que é o atual vice-presidente, encabeça a chapa para dirigir o consórcio de saúde nos próximos dois anos.
O Coress atende 19 municípios da região sudeste de Mato Grosso e Rondonópolis é quem faz a maior contribuição de recursos, chegando a mais de 70%, já que o cálculo do repasse tem como base a população.
As cidades que fazem parte do Consórcio são:
Rondonópolis, Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Araguainha, Campo Verde, Dom Aquino, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira, Paranatinga, Pedra Preta, Poxoréu, Primavera do leste, Santo Antônio do Leste, São José do povo, São Pedro da Cipa e Tesouro.
O prefeito eleito deixou claro que defenderá os interesses de Rondonópolis, que é o município que mais coloca dinheiro no consórcio e tem a maior estrutura hospitalar da região sudeste do Estado.
Política
Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.
Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.
O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”
Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.
O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.
Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.
O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.
Fonte: ALMT – MT
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