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Conselho de Ética mantém arquivada acusação contra Aécio

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Dos cinco senadores que assinaram o recurso para que o processo contra o tucano fosse reaberto, um ainda mudou de ideia e votou contra em reunião

Da Redação

 

De volta ao Senado, Aécio Neves (PSDB-MG) obteve mais uma vitória importante nesta quinta-feira: o Conselho de Ética recusou o recurso que pretendia desarquivar a representação contra ele na Casa. Por onze votos a quatro, foi mantida a decisão anterior, tomada pelo senador João Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho, que avaliou não existirem elementos suficientes para que Aécio fosse processado no Senado.

A representação, que havia sido apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se baseava na delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, e nas gravações de diálogos entre o empresário e o tucano, para sustentar que ele quebrou o decoro parlamentar. Se o Conselho concordasse com essa avaliação, ela seria submetida ao plenário, que poderia, até, cassar o mandato de Aécio.

Com a decisão desta quinta, portanto, o tucano deixa de responder a qualquer processo no âmbito do Senado, apesar de ainda ser alvo de inquérito judicial no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo sido denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A representação que visava tirá-lo definitivamente do mandato ocorreu no último dia 18 de maio, após a deflagração da Operação Patmos, que prendeu a irmã e o primo do tucano, Andrea Neves e Frederico Pacheco, e resultou na suspensão do exercício parlamentar, por decisão do ministro Edson Fachin.

Após a redistribuição dos inquéritos, o novo relator, Marco Aurélio Mello, decidiu na sexta-feira devolver Aécio Neves ao mandato após 46 dias de afastamento. Na mesma semana, o primeira turma do STF, a qual Marco Aurélio faz parte, também decidiu conceder prisão domiciliar para Andrea Neves.

Em nota, o senador comemorou a decisão do Conselho, “tomada pela ampla maioria de senadores de diversos partidos”. Para Aécio, a votação “demonstra a absoluta inexistência de qualquer ato que possa ser interpretado como quebra de decoro parlamentar”.  O tucano conclui afirmando que a representação contra ele tinha “caráter estritamente político” e que, ao rejeitá-la, o órgão evita se converter “em cenário de disputas políticas menores”.

Mudou de ideia

Para protocolar um recurso junto ao Conselho de Ética, é obrigatório obter, ao menos, cinco assinaturas, número maior do que a quantidade de apoios que teve nesta quinta. O motivo foi a mudança de ideia do senador Pedro Chaves (PSC-MS), que apoiou a apelação mas acabou votando contra o próprio pedido, alegando mudança no cenário político e jurídico de Aécio.

Os outros quatro signatários do recurso seguiram votando a favor da reabertura do processo contra o tucano. Foram eles os senadores Lasier Martins (PSD-RS), José Pimentel (PT-CE), João Capiberibe (PSB-AP) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Apesar de ter articulado a apelação ao Conselho, Randolfe Rodrigues não pode votar por não ser membro do órgão de fiscalização.

 

 

 

 

Fonte: Veja

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Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT

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A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.

A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.

De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.

Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.

A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.

Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.



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