PROTEÇÃO AMBIENTAL

Presidente da Câmara de Várzea Grande parabeniza o prefeito Kalil por ter sancionado a lei de sua autoria, que reforça a estrutura protecionista ambiental do município

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Política

Foto: omatogrosso
A Lei Municipal nº 4.728/2021, que dispõe sobre a conscientização do lixo eletrônico, dispositivo de autoria do presidente da Casa de Leis do município, vereador Fábio José Tardim – Fabinho (DEM), foi sancionada na última sessão plenária. O parlamentar várzea-grandense comemorou a aprovação dessa lei, salientando que ela cria e institui a Semana da Conscientização sobre o lixo eletrônico. Fabinho destaca que isso tem sido um dos vilões ambientais nos últimos tempos, sendo fundamental estabelecer uma revisão dos procedimentos adotados pelas pessoas, em geral, em relação à forma de descarte desse lixo, cujo impacto é sempre danoso e acarreta consequências imprevisíveis às saúde.
“Sabemos que o mundo inteiro respira 100% tecnologia, amparando-se na estrutura moderna de informática para fazer quase tudo. Os recursos técnicos e industriais utilizados lá atrás, em meados de 1980, já se tornaram legítimas peças de museu. De lá pra cá, via informática, as mudanças acontecem celeremente, e uma das consequências é o acúmulo de grande quantidade de lixo eletrônico e os elementos químicos nele contidos. Produtos (computadores, celulares, baterias, etc.) que têm sido descartados aleatoriamente, sem qualquer critério adequado, contrariando as normativas ambientais. Esse procedimento causa prejuízos imensos à saúde humana, à fauna e flora mundo afora. A pergunta é: até quando o meio ambiente vai conseguir resistir?”
Foi preocupado com esse impacto tão danoso [também em Várzea Grande, município que segue idêntica linha de avanços de informática em paralelo a outros polos do país], segundo pontuou Fabinho, que ele resolveu instituir uma lei para amenizar a agressividade causada pelo descarte de resíduos tóxicos e químicos, liberados pelo lixo eletrônico.
“Quanto mais o mundo evolui, galgando espaços na informática, maior é a contingência de lixo eletrônico descartado sem o menor cuidado. Cada peça jogada fora, a exemplo de uma bateria de celular, contém elementos perigosamente nocivos à saúde. Daí a contaminação geral de muitos lençóis freáticos com mercúrio, cádmio, chumbo, alumínio, etc… E uma vez que o homem, os animais e plantas consomem água, a ingestão desses produtos tóxicos é algo inevitável”.
“Prefeito Kalil está de parabéns!”
O presidente Fabinho ainda parabenizou o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, “por se preocupar com o meio ambiente”, conforme enfatizou. “Ao sancionar essa lei, tão importante para preservação da natureza, em si, o prefeito Kalil Baracat demonstra que a preocupação com o meio ambiente está intrinsicamente ligada às prioridades de sua gestão. Trata-se de um posicionamento visionário, calcado em ampliar as estruturas protecionistas ambientais do município e com bons reflexos à saúde dos seus habitantes. Todo gestor deveria ter esse zelo tão importante na sua agenda diária de trabalho”.
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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