Saúde, Previdência e Assistência
Comissão de Saúde recebe demandas sobre Tratamento Fora de Domicílio
O TFD é destinado a pacientes que necessitam de tratamentos não disponíveis em seus municípios de origem ou quando todas as alternativas locais se esgotam.
Política
Mães de pacientes que precisam se deslocar de Várzea Grande para Brasília em busca de tratamentos de saúde enfrentam dificuldades para receber a ajuda de custo do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Durante uma audiência pública realizada pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Vânia Barbosa compartilhou sua experiência e desafios enfrentados.
O TFD é destinado a pacientes que necessitam de tratamentos não disponíveis em seus municípios de origem ou quando todas as alternativas locais se esgotam. Ele oferece auxílio financeiro para transporte e despesas de hospedagem e alimentação tanto para o paciente quanto para seus acompanhantes.
No entanto, apesar de o processo de solicitação da ajuda de custo estar estabelecido em um manual de normatização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o repasse dos valores tem ocorrido com atraso, causando transtornos às famílias dos pacientes. Além disso, o valor da ajuda de custo é de apenas R$ 200 em Mato Grosso.
O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. João, destacou que houve avanços desde a primeira audiência pública sobre o tema realizada em 2023, incluindo o aumento no valor das diárias. No entanto, enfatizou a importância de dar efetividade aos processos estabelecidos no Manual de Normatização para garantir uma assistência digna aos pacientes.
Carol Meireles, presidente do Grupo Mães do TFD de Mato Grosso, elogiou o trabalho da Comissão de Saúde em melhorar as questões burocráticas enfrentadas pelos pacientes. Ela destacou que o grupo de mães foi incluído nas etapas de elaboração do novo Manual de Normatização da SES, resultado das cobranças feitas em audiências públicas anteriores.
Durante a audiência, o promotor de Justiça Milton Mattos, representante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT), se comprometeu a dialogar com a SES para encontrar soluções para as demandas dos pacientes. O deputado Lúdio Cabral, membro da Comissão de Saúde, ressaltou a importância de realizar novas audiências públicas com a participação de técnicos da SES e membros do Ministério Público para avançar ainda mais nos tratamentos fora de domicílio.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Carlos Mesquita, também participou da audiência e defendeu a ampliação do número de profissionais atuando no setor responsável pelos pagamentos das ajudas de custo. Ele destacou que a Secretaria ficou mais de 20 anos sem concurso público, o que contribui para a demora no processo.
Política
Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.
Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.
O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”
Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.
O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.
Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.
O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.
Fonte: ALMT – MT
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