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CHICO 2000 JUSTIFICA APROVAÇÃO DAS CONTAS DE EMANUEL: ‘MINHA DECISÃO É TÉCNICA, NÃO POLÍTICA’

Chico 2000 justificou seu voto alinhado com o parecer técnico do conselheiro Valter Albano, relator do recurso, destacando sua experiência como auditor

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Foto: Secom Câmara

Chico 2000 (PL), presidente da Câmara de Cuiabá, respondeu às críticas do prefeito diplomado Abílio Brunini (PL) sobre sua decisão de aprovar as contas de Emanuel Pinheiro (MDB) de 2022. Apesar da reprovação inicial do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o órgão revisou a decisão e emitiu parecer favorável com recomendações, o que sustentou a posição de Chico. Ele justificou seu voto alinhado com o parecer técnico do conselheiro Valter Albano, relator do recurso, destacando sua experiência como auditor.

“Eu atuei minha vida inteira na área contábil, fazendo perícia, auditoria, contabilidade. Como posso me posicionar contra um parecer de um técnico de competência ilibada como o conselheiro Valter Albano? Ele fez uma demonstração onde entende que as contas merecem ser aprovadas, então é natural que eu siga essa orientação. Eu não vou seguir a orientação de quem não entende nada de contas”, afirmou.

Abílio criticou um suposto rombo bilionário nas contas de Emanuel, mas Chico 2000 defendeu que os dados foram esclarecidos no relatório do TCE.

“Ah, mas deixou o rombo de não sei quantos milhões. Está na conta explicada a origem do rombo. Foi em razão de omissões de outros poderes. Então, o meu posicionamento é acompanhar o parecer do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso”, declarou.

Chico 2000 afirmou que sua decisão foi técnica e não política, refutando as insinuações de Abílio sobre a influência de fatores externos.

“O meu compromisso é com o que está correto e com a orientação técnica de quem tem competência para avaliar as contas. Eu vou seguir o parecer do tribunal, como sempre fiz, porque essa é a forma responsável de agir”, destacou.

As contas de Emanuel Pinheiro foram inicialmente reprovadas devido ao aumento da dívida líquida, que chegou a R$ 1,25 bilhão em 2022. No entanto, após recurso do prefeito, o TCE reformulou o parecer, considerando dados apresentados pela gestão.

Entre os argumentos, estava o impacto financeiro do atendimento hospitalar a pacientes de outras localidades, que representou mais de 50% dos atendimentos durante a pandemia. Além disso, Emanuel destacou a falta de cofinanciamento mensal do Governo do Estado, que deixou de repassar mais de R$ 202 milhões entre 2019 e 2022, afetando o orçamento.

O conselheiro Valter Albano levou essas circunstâncias em conta e emitiu um novo parecer, recomendando a aprovação das contas com ressalvas e a adoção de medidas pelo Executivo para evitar problemas futuros.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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