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CDH: gestante com trabalho temporário deverá ter estabilidade provisória

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Gestante empregada em regime de trabalho intermitente, temporário ou por prazo determinado terá direito a estabilidade provisória, aprovou nesta quarta-feira (8) a Comissão de Direitos Humanos (CDH). Do senador Confúcio Moura (MDB-RO), o PL 3.522/2025 teve voto favorável da relatora, senadora Jussara Lima (PSD-PI), e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O texto foi lido na comissão pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452, de 1943) assegura estabilidade provisória às mulheres cuja gravidez seja confirmada durante a vigência do contrato de trabalho, ainda que essa confirmação ocorra no período do aviso prévio, seja ele trabalhado ou indenizado. Isso significa que a empregada gestante não pode ser dispensada arbitrariamente ou sem justa causa, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 

Com o projeto, a medida passa a valer também para as trabalhadoras intermitentes, temporárias ou contratadas por prazo determinado. O texto também inclui na CLT uma nova regra para o pagamento de gestantes em trabalho intermitente. Durante o período de prestação de serviços, elas deverão receber a média aritmética das remunerações dos três meses anteriores à gravidez, sendo que o valor não poderá ser inferior à metade do salário-mínimo ou do piso salarial da categoria. 

Jussara Lima destaca a importância do projeto para essas trabalhadoras que, apesar de terem direito ao salário-maternidade previsto no regulamento da Previdência Social — média aritmética das remunerações dos doze meses antes do parto —, ainda não contam com um piso definido. 

“Isso é especialmente preocupante se considerarmos que aproximadamente três quartos dos trabalhadores intermitentes têm renda mensal inferior a um salário-mínimo e que a renda média, nessa modalidade, gira em torno de metade do salário-mínimo”, destaca a relatora.  

Para Jussara Lima, ao garantir que o valor pago à gestante não seja inferior ao piso salarial da categoria ou à metade do salário-mínimo, o PL 3.522/2025 contribui para reduzir a precarização dos direitos trabalhistas. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Dra. Eudócia cobra esclarecimentos sobre saúde pública em Alagoas

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (2), a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) cobrou esclarecimentos sobre a situação da saúde pública em Alagoas. Ela questionou a permanência no cargo do secretário estadual de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, e afirmou que ele é alvo de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvios de recursos da saúde estadual. A senadora disse ainda ter pedido ao ministro da Saúde uma intervenção na saúde do estado.

Dra. Eudócia afirmou que pacientes enfrentam dificuldades de acesso a consultas, exames e medicamentos e citou problemas em hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, pacientes oncológicos aguardam atendimento e exames, enquanto maternidades enfrentam dificuldades de estrutura.

— O povo de Alagoas merece um governo que, diante da dúvida, escolha a prudência. Diante de uma investigação grave, escolha a transparência. E, diante do dinheiro da saúde, não deixe sequer pairar uma sombra de desconfiança — afirmou.

Setembro dourado

Durante o pronunciamento, Dra. Eudócia também destacou o Setembro Dourado, mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Ela ressaltou a importância do diagnóstico e do tratamento precoces e mencionou sua atuação no Senado em propostas relacionadas à vacinação contra o câncer e às imunoterapias.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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