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CCJ conclui votação de projeto com penas mais rígidas para maus-tratos a animais

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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) concluiu a aprovação, nesta quarta-feira (2), de um substitutivo a um projeto de lei que torna mais rígidas as penas para maus-tratos contra animais, além de criar um sistema nacional de prevenção e detecção dessas infrações.

A matéria (PL 4.262/2025) segue para análise na Câmara dos Deputados.

De acordo com o texto, as penas para maus-tratos passam a variar de dois a cinco anos de reclusão — podendo chegar a até seis anos em casos agravados que envolvam tortura, abuso sexual ou quando houver transmissão das agressões em redes sociais. A pena também é aumentada em caso de morte do animal: de um sexto a um terço.

O autor do projeto original é o senador Confúcio Moura (MDB-RO). A iniciativa contou com o apoio da relatora da matéria, a senadora Leila Barros (PDT-DF), que foi quem apresentou o substitutivo. Ela destacou que a proposta combina medidas penais, educativas e preventivas. 

Mudanças

O texto aprovado na CCJ altera a Lei de Crimes Ambientais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Política Nacional de Educação Ambiental, estabelecendo novas regras penais, administrativas e educativas.

As penas para maus-tratos passam a variar de 2 a 5 anos de reclusão, podendo chegar a até 6 anos em casos agravados (que envolvam tortura, abuso sexual ou quando houver transmissão das agressões em redes sociais). A pena também é aumentada em caso de morte do animal (de um sexto a um terço). Atualmente, quem abusar, ferir, maltratar ou mutilar animais pode está sujeito a punições mais leves: detenção de 3 meses a 1 ano, além de multa.

O substitutivo de Leila Barros também tipifica novas condutas (como a negligência nos cuidados básicos com animais) e estabelece sanções adicionais (incluindo a proibição de guarda, posse ou propriedade de animais por condenados, além da restrição ao exercício de atividades profissionais que envolvam contato com animais).

Como efeito automático da condenação, o substitutivo proíbe que o condenado possar exercer a guarda, a posse ou a propriedade de animais, assim como o exercício de atividades comerciais, profissionais ou assistenciais que envolvam contato direto com animais.

Medidas socioeducativas

No que se refere às medidas socioeducativas, o texto aprovado altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir, entre os deveres dos pais e responsáveis, a formação ética da criança e do adolescente voltada ao respeito à vida e ao cuidado com os animais.

As mudanças aumentam a responsabilidade para o adolescente e para os responsáveis, prevendo serviços comunitários de caráter educativo e restaurativo em entidades de proteção animal, abrigos ou programas de bem-estar animal e multas proporcionais à condição econômica dos responsáveis.

De acordo com o relatório de Leila Barros, essas medidas são uma resposta a casos recentes, de grande repercussão nacional, envolvendo crueldade contra animais — o que, acrescentou ela, evidenciou a necessidade de maior rigor penal e de mecanismos preventivos mais eficazes.

A senadora disse que o seu substitutivo buscou harmonizar as diferentes propostas sobre o assunto, evitando sobreposições e garantindo segurança jurídica.

Sistema nacional

Outro ponto fundamental do substitutivo é a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Detecção de Maus-Tratos a Animais, a ser regulamentado pelo Poder Executivo.

De acordo com o texto, o sistema deverá contar com um canal nacional integrado de denúncias, disponível inclusive no formato digital, com garantia de anonimato ao denunciante, ferramentas tecnológicas de triagem de informações e integração com órgãos ambientais, forças de segurança e Ministério Público.

O sistema terá um cadastro nacional de pessoas responsabilizadas por maus-tratos, com informações sobre condenações com trânsito em julgado, acessíveis por CPF.

O texto prevê que todo comércio legal de animais — pessoa física ou jurídica, incluindo canis, gatis, criadouros e mantenedores de fauna — deverá consultar o cadastro antes de transferir a guarda, a posse ou a propriedade de animal vivo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Tião da Zaeli defende Coronel Assis para disputar Prefeitura de Várzea Grande

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O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli, apontou o deputado federal Coronel Assis (PL) como uma possível alternativa do partido para disputar a Prefeitura do município nas eleições de 2028.

Na avaliação de Tião, o parlamentar reúne características que o colocam entre os nomes que podem entrar na discussão sobre a sucessão municipal, principalmente pela ligação com Várzea Grande, onde nasceu e mantém sua base eleitoral.

“O Coronel Assis se firmou como uma grande liderança estadual. Como ele tem Várzea Grande como sua base eleitoral, é várzea-grandense, é um nome importante”, declarou.

Apesar de demonstrar apoio à possibilidade, Tião ressaltou que ainda não há definição sobre uma eventual candidatura. Segundo ele, a escolha dependerá das conversas dentro do Partido Liberal (PL) e da disposição do próprio deputado em concorrer ao Executivo municipal.

“A discussão ainda é prematura, passa por uma discussão interna do partido, um convencimento com o próprio candidato”, ponderou.

Durante a mesma entrevista, Tião da Zaeli também fez críticas à administração da prefeita Flávia Moretti (PL). O dirigente questionou a composição política do primeiro escalão e afirmou que representantes ligados à direita bolsonarista não teriam recebido espaço equivalente na estrutura do governo municipal.

“Ela apoiou vários políticos de esquerda. Boa parte do seu primeiro escalão são pessoas ligadas à esquerda. O bolsonarista não teve vez no quadro da gestão da prefeita”, afirmou.

Tião também questionou a presença de uma secretária de Educação associada ao PT em uma administração comandada por uma prefeita eleita pelo PL. Na avaliação dele, essa composição provoca insatisfação entre integrantes da direita e evidencia divergências políticas dentro do grupo.

As declarações indicam um distanciamento entre Tião da Zaeli e a atual gestão municipal, ao mesmo tempo em que colocam Coronel Assis no debate sobre possíveis candidaturas à Prefeitura de Várzea Grande em 2028.

Até o momento, não há confirmação de que o deputado tenha decidido disputar o cargo. A definição dependerá das articulações partidárias e das movimentações políticas nos próximos anos.



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